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Raios, ventos fortes, vasos de concreto derrubados, ruas alagadas, trânsito intenso e pessoas buscando proteção nas marquises.
Enquanto o cenário, em terra, no centro do rioparecia de caos, no alto, um fenômeno ótico brindava o terceiro pôr do sol do ano: o arco-íris duplo.
A percepção dessa manifestação da natureza se intensifica na primavera e, mais ainda no verão. É que nesta época do ano, as chuvas – elemento necessário para formação do arco-íris – são mais frequentes.
“Para ver um arco-íris você precisa estar olhando para onde está chovendo com sol nas suas costas”, explica a meteorologista da Climatempo, Josélia Pegorim, à CNN.
Ela conta que o arco-íris se forma em apenas dois momentos do dia: ou no nascer ou no pôr do sol. É preciso que chuva e sol estejam ao mesmo tempo em lados opostos. Ou seja, chuva à oeste, quando o sol nasce, em leste, e chuva ao leste quando o sol se põe, à oeste.
“O arco-íris duplo é o secundário, mais externo. Ele tem a ordem das cores invertidas em relação à ordem do primário, que normalmente é mais forte, os ângulos com que o sol incide nas gotículas são diferentes. Não principal, varia entre 52 e 54 graus. No secundário, a luz é rebatida pelas superfícies das gotas entre 40 e 42 graus”, conta Josélia.
Apesar de os registros do arco-íris duplo serem mais raros, Josélia explica que o fenômeno não é raro.
“É um dos fenômenos óticos mais bonitos que a gente tem, é um espetáculo, muito lindo!”, acrescenta.
A capital fluminense entrou em estágio de atenção para as chuvas às 17h30, “devido à verificação de precipitação maior que 20 mm em 30 minutos em pelo menos uma estação”, segundo o Centro de Operações da Prefeitura (COR). Até o início da noite o COR já tinha registrado uma queda de sete árvores e formação de 18 bolsões de água.
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