O aplicativo de mensagens Telegram de Pavel Durov enfrenta novas acusações de terrorismo. Agora na Austrália.

As autoridades australianas estão levando o Telegram a tribunal por uma suposta falha na remoção de conteúdo relacionado ao terrorismo, incluindo o vídeo do tiroteio em março de 2019 em uma mesquita de Christchurch, na Nova Zelândia, no qual 51 pessoas foram assassinadas, informaram vários meios de comunicação na quinta-feira.

Julie Inman-Grant, Comissária de Segurança da Austrália, disse que o aplicativo de mensagens fundado por Pavel Durov enfrentou uma multa de até US$ 38 milhões por não cumprir suas obrigações sob a Lei de Segurança Online, a BBC disse.

“Este caso diz respeito a conteúdo vinculado a alguns dos atos mais notórios de violência extremista conhecida na história recente, incluindo material associado aos ataques terroristas de Christchurch e Buffalo”, disse Inman-⁠Grant em comunicado, de acordo com a Reuters.

“Rejeitamos essas alegações e iremos contestá-las no tribunal”, disse um porta-voz do Telegram em resposta a um pedido de comentário da Reuters. Os esforços antiterrorismo do Telegram estão bem documentados, com milhares de comunidades extremistas bloqueadas pela plataforma apenas em 2026, disse o porta-voz à agência de notícias.

O Telegram, sede de muitos grupos de discussão relacionados à criptografia, hospedando comunidades de projetos, grupos de negociação, bots e miniaplicativos baseados em blockchain, não respondeu imediatamente a um pedido da CoinDesk para mais comentários.

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