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As máquinas de lavar evoluíram bastante nos últimos anos e muitos modelos passaram a oferecer ciclos com água quente aquecida pela resistência elétrica da própria máquina. A função ajuda a remover manchas difíceis, dissolver gordura e higienizar melhor roupas de cama, toalhas e peças muito sujas. Entretanto, quanto isso pesa na conta de energia?
O consumo realmente aumenta, mas o impacto no orçamento mensal é menor do que muita gente imagina, principalmente quando o recurso é usado apenas em lavagens específicas.
Em um ciclo convencional com água fria, a maior parte da energia é utilizada para movimentar o tambor e acionar a bomba de água. Já nos programas com água aquecida, entra em cena a resistência elétrica, um dos componentes que mais consomem eletricidade dentro da máquina.
Ela funciona de forma semelhante à de um chuveiro elétrico, elevando a temperatura da água até o nível escolhido pelo programa. Quanto maior a temperatura e maior o tempo de aquecimento, maior será o gasto de energia.
As etiquetas de eficiência do Inmetro mostram bem essa diferença. Em alguns modelos de lava e seca da LG, por exemplo, o consumo passa de cerca de 0,03 kWh por ciclo com água fria para aproximadamente 0,30 kWh a 0,38 kWh utilizando água quente, uma diferença de até 10 vezes apenas na energia elétrica consumida pela lavagem.

Considerando uma tarifa residencial próxima de R$ 1,00 por kWh (valor que varia conforme estado e distribuidora), é possível fazer uma estimativa simples.
Um ciclo consumindo 0,30 kWh gastaria aproximadamente:
Ou seja, o aquecimento adiciona aproximadamente R$ 0,27 por ciclo. Se a função for utilizada:
Mesmo usando água quente com frequência, dificilmente esse recurso será o principal responsável por uma conta de luz elevada.
Depende do tipo de roupa. Tecidos muito engordurados, toalhas e roupas de cama podem se beneficiar da lavagem em temperaturas mais altas. Já roupas delicadas, coloridas ou usadas no dia a dia normalmente são bem lavadas apenas com água fria.
Usar água quente em todas as lavagens, além de aumentar o consumo de energia, também pode acelerar o desgaste de alguns tecidos. A própria LG recomenda reservar programas de maior temperatura para situações em que eles realmente tragam benefícios, combinando esse uso com hábitos que reduzam o desperdício de energia.

Pelos cálculos, sim, mas menos do que parece. O aquecimento da água é, de fato, o item que mais aumenta o consumo elétrico durante a lavagem. Porém, como uma máquina costuma ser utilizada poucas vezes por semana, o impacto mensal costuma ficar em apenas alguns reais para a maioria das famílias.
Vale mais a pena enxergar a água quente como um recurso específico para determinadas roupas e não como um modo padrão de lavagem. Dessa forma, é possível aproveitar os benefícios da higienização mais intensa sem transformar a máquina de lavar em uma grande vilã da conta de luz.
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