Celular faz mal para criança? Veja o que dizem os especialistas

Celular faz mal para criança? Veja o que dizem os especialistas – Canaltech

O uso de celulares por crianças já faz parte da rotina de muitas famílias. Seja para entretenimento, distração em momentos públicos ou até como ferramenta educativa, as telas estão cada vez mais presentes na infância. Mas afinal, celular faz mal para criança? O alerta é que o problema não está apenas no uso em si, mas principalmente no excesso, na falta de supervisão e na qualidade do conteúdo consumido.

Segundo Karolina Marianni Vargas, psicóloga pela PUCPR, pedagoga, especialista em Educação Especial e Inclusiva, a infância é uma fase essencial para o desenvolvimento de habilidades sociais, emocionais e cognitivas. Nesse período, o brincar livre tem papel central.  Quando esse tempo é substituído por telas, os prejuízos podem aparecer.

Entre os principais impactos estão a dificuldade de atenção e concentração, já que as telas oferecem estímulos rápidos e constantes. Além disso, há redução da tolerância à frustração.


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“Muitos aplicativos oferecem recompensa imediata, o que dificulta o desenvolvimento da paciência”, afirma.

Outro ponto importante é o sono. O uso de telas, especialmente à noite, interfere na produção de melatonina, prejudicando o descanso. A psicóloga também destaca que o excesso pode causar irritabilidade, ansiedade e até dependência de estímulos digitais.

Segundo a especialista, há ainda impactos físicos e sociais. Entre eles estão sedentarismo, risco de obesidade, problemas de visão e até dificuldades nas interações sociais.

De forma indireta, a psicóloga aponta que o uso excessivo pode contribuir para isolamento e dificuldade de adaptação em grupo.

Existe idade certa para usar celular?

Especialistas e entidades de saúde são claros em relação à idade. Crianças menores de 2 anos não devem ser expostas a telas. Já entre 2 e 5 anos, o tempo deve ser limitado a até 1 hora por dia, sempre com supervisão.

Psicóloga alerta para o uso de celular por crianças (Imagem: Sanket Mishra/Unsplash)

Para crianças de 6 a 10 anos, o recomendado é entre uma e duas horas diárias. Já adolescentes podem usar por até 2 ou 3 horas, evitando longos períodos contínuos.

“O principal motivo é que esses dispositivos oferecem estímulos intensos e incentivam o comportamento passivo”, explica a psicóloga.

Ela ressalta que habilidades como linguagem, autocontrole e interação social se desenvolvem principalmente por meio de experiências reais e contato humano.

Telas afetam linguagem e habilidades sociais?

Sim, e esse é um dos pontos de maior preocupação. Segundo a psicóloga, a redução do contato social presencial pode afetar diretamente o desenvolvimento da fala e da comunicação.

“As crianças se desenvolvem brincando e na interação com o outro”, explica.

Quando esse processo é substituído por conteúdos digitais, podem surgir atrasos na fala, vocabulário limitado e dificuldade de interpretar emoções.

Além disso, o consumo de conteúdos rápidos pode prejudicar a capacidade de manter atenção em atividades mais longas, como leitura e escuta ativa. De forma indireta, a especialista explica que isso também impacta a construção do pensamento e da empatia.

Como identificar uso excessivo?

Os pais devem estar atentos a sinais de alerta. Um dos principais é a irritação intensa quando o celular é retirado.

“Isso pode indicar uma dependência emocional do dispositivo”, diz a psicóloga.

Outros sinais incluem isolamento social, queda no rendimento escolar, alterações no sono e comportamento impulsivo. A busca constante por curtidas e validação online também pode indicar uso problemático.

Segundo a psicóloga, o acompanhamento dos pais é essencial. Observar o comportamento da criança e manter diálogo aberto são passos fundamentais para prevenir problemas maiores.

A especialista recomenda algumas práticas simples para garantir um uso mais saudável da tecnologia, como evitar o uso de telas durante refeições, desligar dispositivos antes de dormir, incentivar brincadeiras ao ar livre e manter o uso em ambientes comuns da casa.

O celular não é, por si só, um vilão. No entanto, o uso precoce e excessivo pode trazer impactos significativos para o desenvolvimento infantil. Como destaca a psicóloga, o equilíbrio entre tecnologia e experiências reais é fundamental. E sabe por que você não consegue largar o celular? Psicólogos explicam.

Leia a matéria no Canaltech.

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