Review Forza Horizon 6 | O Japão em um espetáculo visual de tirar o fôlego

Review Forza Horizon 6 | O Japão em um espetáculo visual de tirar o fôlego – Canaltech

O Xbox iniciou sua ofensiva de grandes jogos para o ano de 2026 da melhor forma: com Forza Horizon 6! Cinco anos após o aclamado game de corrida arcade de mundo aberto estrear no México, a Playground Games buscou trazer melhorias para o tão sonhado mapa do Japão. O estúdio trouxe novidades na progressão e melhorou muitos aspectos de Forza Horizon 5, em especial na parte técnica.

Com cerca de 20 horas de gameplay, tive a oportunidade de colocar o dedinho do pé no verdadeiro oceano que é Forza Horizon 6 e me vi viciado nas corridas por Tóquio e pelas paisagens exuberantes por todo o Japão!

Prós

  • Desempenho e qualidade gráfica de outro mundo
  • Mapa fantástico e variado
  • Tóquio massiva e complexa
  • Melhorias expressivas no design de som e áudio
  • Partículas e iluminação muito bem-feitas
  • Corridas de tirar o fôlego
  • Acessibilidade

Contras

  • Tempos de carregamento demorados no Xbox
  • Facilidade para obter carros lendários

Forza Horizon 6 pilota seguro pelo Japão

A Playground Games jogou seguro e seguiu com sua abordagem que acompanhamos desde Forza Horizon 4. A principal mudança no jogo ambientado no Japão é a progressão, que tem sido alvo de críticas nos últimos games. Em Forza Horizon 6, começamos como meros turistas e aspirantes a pilotos profissionais, embora não demore muito para que entremos de cabeça no Horizon Festival.


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A progressão acontece ao conquistar diferentes cores e níveis de pulseiras que são disponibilizadas após completarmos um certo número de corridas e atividades. Cada nível nos permite usar um tipo de carro e classe limitados nos eventos, então nada de começar com veículos mais potentes logo de início.

Forza Horizon 6 possui uma das melhores introduções da franquia (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)

Essa decisão da Playground Games de barrar o nível dos carros dependendo da pulseira impactou diretamente a velocidade com que conseguimos automóveis mais robustos. Demora um pouco para conseguirmos verdadeiras máquinas de corrida, em especial se você não adquiriu a edição premium de Forza Horizon 6.

Os primeiros carros que pegamos são bem básicos. Assim como ganhar CR (moeda do jogo), adquirir novos veículos é um processo bem mais cadenciado nas primeiras 10 horas de jogo, o que posterga a compra de automóveis mais caros para um momento posterior.

Claro, ainda há as famigeradas roletas que podem disponibilizar desde uma Lamborghini Aventador LP700-4 até o minúsculo Peel P50 1962. O novo estilo de progressão é bem legal e traz uma sensação de linearidade um pouco maior, mas ainda deve ser uma pedra no sapato de pilotos veteranos.

Em FH6, também é possível adquirir seminovos com descontos camaradas. Esses carros são encontrados espalhados por todo o mapa, que dispõe tanto de veículos mais básicos quanto de alguns xodós que listei como os meus favoritos. É uma excelente forma de adquirir ainda mais veículos para a coleção de um jeito um pouco mais acessível.

Há uma grande variedade de seminovos em Forza Horizaon 6 (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)

Para quem se interessar, o jogo disponibiliza um test-drive para saber se vale ou não a pena comprar determinado seminovo, uma maneira muito legal de apresentar diferentes tipos de carros e formas de jogar com cada um. Essa experimentação permite que os jogadores rodem com outros veículos além dos possantes.

Um dos melhores mapas da franquia Forza

Forza Horizon 6 estreou apresentando o maior e mais denso mapa da história da franquia. Este é, sem dúvidas, um dos maiores saltos em relação ao jogo anterior baseado no México. A Playground Games se esforçou em trazer uma variedade fantástica de paisagens, cenários, ambientes urbanos e passagens. Quem não se lembra dos monótonos desertos de FH5, que, embora abrigassem as tempestades de areia (uma das melhores coisas daquele jogo, na minha opinião), deixavam os cenários bem vazios e menos densos?

O Japão de Forza Horizon 6 é bem diferente nesse quesito. Embora possamos até sentir falta da massa humana em locais como o famoso Cruzamento de Shibuya, a Playground Games canetou quando desenvolveu Tóquio. Não à toa, a cidade exigiu uma equipe separada para desenvolvê-la.

A cidade principal do jogo é viva, densa e brilhante, com todas as complexidades e volumes que esperaríamos de uma grande metrópole. Há desde áreas residenciais, comércios, pontos turísticos e vielas até acesso a rodovias. É um verdadeiro show arquitetônico que mantém tudo coerente e consistente. Correr em Tóquio é um verdadeiro deleite para os olhos e com certeza foi palco das corridas que mais curti no Horizon Festival.

Forza Horizon 6 paisagens
Tóquio de Forza Horizon 6 conta com vielas e prédios que engolem os carros (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)
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Tóquio noturna é lotada de neon (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)
Forza Horizon 6 paisagens
Tóquio é a cidade perfeita para fazer drift (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)
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Forza Horizon 6 possui pontos excelentes para o modo foto (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)
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Horizon Festival é um verdadeiro show (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)
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As nuvens de Forza Horizon segue no sexto título da franquia (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)
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Tóquio precisou de uma equipe dedicada (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)
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Cenários de Forza Horizon 6 são espetaculares (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)
Forza Horizon 6 paisagens
Cenários de Forza Horizon 6 são lindos (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)
Forza Horizon 6 paisagens
Japão de FH6 não depende das famosas sakuras (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)
Forza Horizon 6 paisagens
Algumas corridas te jogam para os céus (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)

Ao sair da capital de Forza Horizon 6, nos deparamos com campos cobertos de flores e plantações de arroz, praias, montanhas, regiões interioranas, rodovias e pontes que cruzam o mapa com todo tipo de estrutura.

“A Playground Games se esqueceu de ensinar como parar de jogar Forza Horizon 6” — Gabriel Cavalheiro.

Um ponto que faz do mapa de Forza Horizon 6 um dos mais icônicos da série são justamente seus pontos turísticos e pistas da vida real. Sinto que há uma conexão maior com cenários como o próprio cruzamento de Shibuya ou mesmo as paredes congeladas da rota Tateyama Kurobe. São pontos de interesse que saltam aos olhos e agregam ainda mais à imersão e ao conjunto da obra. O mais legal é que o mapa não se apoia apenas no clichê das cerejeiras e aborda o Japão de uma forma mais arquitetônica e realista.

Forza Horizon 6 se destaca graficamente entre os melhores da geração

Joguei Forza Horizon 6 no Xbox Series X e não tenho nada a dizer sobre os visuais que fuja muito de: “que trabalho espetacular”. Estamos diante de um dos jogos mais bonitos da geração, sem sombra de dúvida. Não somente os cenários são lindos, mas o design e os reflexos dos carros, as pistas molhadas depois de um temporal ou até as partículas que sobem quando destruímos alguma estrutura nas corridas também impressionam.

A Playground Games entregou, de novo, o mais fino dos filés com Forza Horizon 6. Embora no Xbox Series X a iluminação e os reflexos estejam mais restritos aos carros e não apareçam com destaque em prédios, paisagens ou até nos personagens do jogo, é possível ver que o estúdio fez um excelente trabalho no jogo cru. Com isso, quero dizer que FH6 brilha na parte gráfica, mesmo sem assistência de upscaling, ferramentas como DLSS ou mesmo o Ray Tracing global.

Forza Horizon 6 gráficos
Reflexos e partículas brilham em Forza Horizon 6 no Xbox Series X (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)
Forza Horizon 6 gráficos
Campos de arroz têm um visual fantástico (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)
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Há várias cenas fantásticas em Forza Horizon 6 (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)
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Modo foto em Forza Horizon 6 é bem robusto (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)

“Nem preciso usar a câmera traseira para saber se tem algum carro na minha cola, basta ver o reflexo dos faróis na parte de trás do carro” — Gabriel Cavalheiro.

Alinhado com a performance redonda que a desenvolvedora inglesa costuma entregar, Forza Horizon 6 é um jogo rápido e fluido, que não peca em nada no quesito gráfico. Particularmente, achei o jogo mais bonito que Forza Horizon 5, que já é um showcase gráfico fantástico, ainda mais se considerarmos que ele saiu há cinco anos.

Embora a qualidade de Forza Horizon 6 entregue uma proeza técnica que beira a perfeição, os tempos e as telas de carregamento entre eventos e corridas não fazem jus à velocidade do Xbox Series X. Claro que estamos falando de um mundo massivo, com vários carros, pessoas e outros jogadores, mas alguns tempos de carregamento realmente são um incômodo.

Música e áudio de ponta

O design de som é outro destaque no qual senti melhorias em comparação ao jogo anterior. O ronco dos motores parece mais agressivo, bem como a sensação quase tátil que Forza Horizon 6 nos proporciona quando corremos por diferentes tipos de estradas. O mapa do Japão é recheado de pontes, viadutos e túneis que enriquecem ainda mais o som ambiente.

Há várias corridas que passam por túneis, e o som que os carros fazem nesses trechos é um absurdo. Também senti uma diferença gritante ao passar por debaixo de uma ponte que cruzava uma rodovia. É algo simplesmente sensacional.

Audio design de Forza Horizon 6 chega ao ápice nos túneis do mapa (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)

Já que estamos falando da parte sonora de Forza Horizon 6, nada mais justo do que destacar a seleção de músicas para as rádios daqui. Talvez essa seja a área mais subjetiva do jogo, afinal, gosto musical varia de maneira abrupta de jogador para jogador. Particularmente, as rádios Horizon XS e Gacha City foram grandes destaques para mim.

Ambas contam com playlists que aumentam ainda mais a imersão em Forza, em especial a segunda, que conta com faixas de J-Pop e J-Rock. Hinos de Baby Metal, Linkin Park, Bring Me the Horizon, Ado, ONE OK ROCK, Creepy Nuts e muitos outros deixam as corridas e os momentos de exploração livre ainda mais intensos e divertidos.

“Por aqui, rádios do Forza Horizon 6 viraram playlists no Spotify” — Gabriel Cavalheiro.

Forza Horizon 6 tem muito conteúdo, mas não arria a bateria

Forza Horizon 6 apresenta uma série de conteúdos bem parecidos com os de seus antecessores, o que não é um problema. O mapa vasto do Japão traz inúmeras atividades como caça ao tesouro, modos de corrida, placas de bônus de experiência e mascotes baseados em comidas típicas japonesas que precisamos atropelar por todo o país!

Forza Horizon 6 conteúdo
Forza Horizon 6 indica próximo evento (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)
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Conteúdo de Forza Horizon 6 é quase infinito (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)
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Tóquio é imensa (Captura de tela/Gabriel Cavalheiro, Canaltech)

Os objetivos, corridas e pontos de interesse são distribuídos no mapa vertical do Japão. Eles são desbloqueados conforme avançamos na história e no Horizon Festival, o que cadencia ainda mais a forma como progredimos e consumimos o conteúdo. Abaixo, listamos os principais conteúdos e modos de Forza Horizon 6.

  • Horizon Festival: Corridas do “modo história” do jogo; normalmente têm uma duração um pouco maior e são mais especiais do que as corridas comuns. São a principal forma de subir de nível no Horizon Festival;
  • Corridas: As corridas variam entre ruas, arrancadas, estradas de terra, asfalto, touge e Cross Country. Elas podem variar entre Sprint (corridas de ponto a ponto) e circuito fechado. Normalmente, elas possuem uma variação excelente e usam as pistas e paisagens do mapa de forma bem criativa, diferenciando o gameplay;
  • Entregas: Também é possível fazer entregas em Forza Horizon 6 pela RAKU RAKU. A ideia é fazer essas entregas no menor tempo possível e com o mínimo de danos ao veículo. É uma excelente fonte de renda de CR;
  • Rolezinhos e histórias: Tal como nos jogos anteriores, Forza Horizon 6 apresenta as histórias dos personagens próximos a você. Nos rolezinhos, somos apresentados a narrativas sobre o Japão e a cultura automobilística do país enquanto passamos por paisagens fantásticas;
  • Extras: Há também os desafios extras, que se resumem a placas de perigo, radares de velocidade, placas de bônus de XP, mascotes regionais, desafios de drift e Tomada de Tempo. Todos eles possuem diferentes variações e níveis de dificuldade;
  • Encontro de Carros: Os Encontros de Carros partem diretamente dos eventos automobilísticos do Japão. Neles, é possível exibir seus carros para outros jogadores, redefinir danos do seu veículo, acelerar o motor, etc. É algo mais voltado para o multiplayer de FH6;
    Discover Japan: Forza Horizon 6 possui inúmeras outras tarefas relacionadas à exploração do mapa, caça a carros perdidos, clubes de drift, fotografias e mais.

Forza Horizon 6 não tira o pé do acelerador

O mais engraçado de tudo é que jogos de mundo aberto com essa enxurrada de conteúdo que buscam um público mais amplo (e falham miseravelmente), como os títulos da Ubisoft, normalmente são muito criticados. Este não é o caso de Forza Horizon 6, que se esquiva desses problemas justamente pela variedade de atividades e pela amplitude das opções.

Qualquer um pode começar a jogar Forza Horizon 6 hoje e amar, mesmo quem nunca tocou em um jogo da série. A Playground Games se comprometeu a oferecer um mundo muito engajante que nunca fica chato de se explorar, além das opções de acessibilidade que permitem que qualquer um possa entrar no Horizon Festival, mesmo os turistas.

Forza Horizon 6 vale a pena?

Forza Horizon 6 é um dos melhores acertos do Xbox em toda a geração. É um game fantástico, muito bonito e fluido. Estamos falando de um verdadeiro showcase para toda a potência do Xbox Series X, que comprova, mais uma vez, que a nona geração de consoles ainda tem muita lenha para queimar.

Toda a atmosfera, ambientação e paisagens japonesas se encaixaram como uma luva no mundo aberto de Forza Horizon 6. É um jogo extremamente acessível, até mesmo para quem nunca tocou em um “jogo de carro” na vida. Já respondendo à pergunta sobre se vale a pena começar na franquia Forza Horizon 6, a resposta é: com certeza sim. 

A Playground Games volta a ser um verdadeiro trunfo tanto para o Xbox quanto para o Xbox Game Pass e deve ser o mais novo sucesso comercial da plataforma, visto que bombou ainda no acesso antecipado. Desejo boa corrida a todos! Nos vemos no Horizon Festival.

Forza Horizon 6 foi avaliado em cópia digital gentimente cedida ao Canaltech pelo XBOX Brasil

Leia a matéria no Canaltech.

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