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O LinkedIn anunciou mudanças para diminuir a visibilidade de publicações que exibem características típicas de conteúdo gerado por inteligência artificial. A medida foi detalhada em um post no blog da plataforma por Laura Lorenzetti, vice-presidente de produto da rede.
Segundo Lorenzetti, as alterações miram publicações de “isca de engajamento”, conteúdos de liderança de opinião genéricos e textos que “carecem de autenticidade e originalidade”.
Também entram no radar posts com estruturas linguísticas comuns em IAs, como a construção “não é X, é Y”, consideradas pela empresa como marcadores de geração automática de texto.
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O LinkedIn não divulgou detalhes técnicos sobre como detecta esse tipo de publicação. A empresa informou que engenheiros colaboraram com a equipe editorial interna para mapear “padrões de engajamento” e distinguir conteúdos que agregam perspectiva ou contexto daqueles que apenas repetem ideias sem acrescentar nada novo.
Publicações enquadradas como genéricas ou com padrões de IA deixarão de aparecer nas recomendações para outros usuários. Elas continuarão visíveis apenas para conexões diretas e seguidores de quem as postou.
A empresa afirmou que os resultados iniciais das mudanças são “encorajadores” e que espera quedas maiores nas “semanas e meses à frente”.

O anúncio gera uma tensão evidente, já que o próprio LinkedIn oferece ferramentas de IA generativa, incluindo um botão de “reescrever com IA” no editor de publicações da plataforma.
Mesmo com a nova política, a rede, que pertence à Microsoft, afirma que conteúdos produzidos com auxílio de IA seguem aceitos, desde que apresentem ideias originais ou estimulem uma “conversa significativa”.
A distinção entre conteúdo “gerado por IA” e “assistido por IA” é central para a política, mas a empresa não explicou como pretende operacionalizá-la tecnicamente.
O LinkedIn convive há anos com excesso de autopromoção e publicações de baixo valor, situação que se agravou com a popularização das ferramentas de IA generativa.
No início deste ano, a plataforma foi palco de um debate que se arrastou por semanas: usuários discutiam se o uso do travessão em textos seria um indicativo de que haviam sido gerados por IA.
A discussão perdeu fundamento rapidamente. Modelos de linguagem são treinados com textos escritos por humanos, e escritores humanos usam travessão com frequência.
Leia a matéria no Canaltech.

