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A promessa da internet via satélite no celular desperta muito interesse. A Starlink, de Elon Musk, quer acabar com as áreas sem sinal. Mas essa mágica funciona dentro de casa? Entenda as limitações e os apps compatíveis.
A tecnologia Direct to Cell da SpaceX transforma satélites em torres de celular no espaço. Atualmente, o recurso conecta mais de 50 modelos de smartphones à rede espacial, sem exigir antenas extras do usuário.
A lista de aparelhos suportados no Brasil é extensa. O catálogo inclui desde modelos populares, como a linha Moto G, da Motorola, até os cobiçados iPhones e a família Galaxy S, da Samsung.
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No Brasil, o acesso direto ao celular pela Starlink ainda não tem data de lançamento. Contudo, a Anatel autorizou testes restritos em ambiente experimental, com janelas curtas de apenas sete minutos diários por satélite.
A estratégia de lançamento pode surpreender, pois o serviço pode chegar de forma “gratuita”, embutido nos planos móveis das operadoras locais. A tática repete o modelo dos Estados Unidos e Chile para atrair e fidelizar os usuários.
As operadoras encaram a inovação como uma rede de segurança. O celular aciona os satélites apenas na ausência de Wi-Fi ou sinais terrestres. O recurso é vital para resgates em áreas remotas e montanhas.
No Chile e em seis outros países, a conexão já permite enviar mensagens no WhatsApp, usar o Google Maps, checar o AccuWeather e acessar o X. Na fase inicial no Brasil, a rede focará apenas em alertas de emergência.
Dentro de casa, contudo, o serviço não funciona. A comunicação com objetos no espaço exige uma visão limpa e desobstruída do céu. Telhados, paredes, árvores e prédios bloqueiam os sinais dos dispositivos.

A física explica. O sinal do smartphone é muito fraco para atravessar o concreto e viajar quilômetros até a órbita. Para a conexão funcionar com perfeição, o cliente precisa ir para um local aberto e aguardar.
O sistema atua como um recurso vitalício para imprevistos. Se o sinal da operadora falhar na sua residência, a rede espacial só terá utilidade real se você sair para a rua e tiver contato visual com o céu.
Enquanto o serviço não chega, você pode conhecer os principais planos da Starlink no Brasil e saber quanto cada um custa.
Leia a matéria no Canaltech.