6 jogos excelentes que tiveram suas sequências canceladas

6 jogos excelentes que tiveram suas sequências canceladas – Canaltech

Todos nós temos aquele jogo ou franquia que amamos de paixão, mas que nunca acabou ganhando uma sequência. Muitos títulos se encaixam nesse cenário, e os motivos para terem sumido do mapa nem sempre são os mais admiráveis.

Estamos em uma época da indústria na qual investir em remakes, remasterizações e sequências é a melhor forma de se manter, ao menos para grandes empresas. Muitos estúdios AAA deixaram de investir em novas IPs e abraçaram o conforto das continuações.

Por mais contraditório que pareça, muitas propriedades intelectuais antigas dessas empresas fizeram um enorme sucesso na época do lançamento, mas mesmo assim acabaram esquecidas na gaveta, seja pela busca por vendas irreais ou por terem ficado simplesmente obsoletas.


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Hoje, traremos seis jogos excelentes que tiveram sequências canceladas. É um tema bem amplo e que dá para explorar em muitas camadas, principalmente pelo alto nível de projetos cancelados que a indústria dos games coleciona. Optamos por jogos do início dos anos 2000, afinal, não faz muito sentido pedir sequência de jogos que saíram há poucos anos. Só os games esquecidos serão mencionados aqui!

Estes são os  6 jogos excelentes que tiveram suas sequências canceladas:

  1. Sleeping Dogs;
  2. Bully;
  3. Dante’s Inferno;
  4. FEZ;
  5. The Simpsons: Hit & Run;
  6. BLACK.

6. BLACK

Um dos FPS mais benquistos da geração do PlayStation 2 e Xbox, BLACK é item de nostalgia para muitos até hoje. O shooter chegou aos consoles em 2006 pelas mãos da Criterion Games, sob o guarda-chuva da Electronic Arts. BLACK se destacava por seu alto nível de destrutibilidade dos cenários, gunplay e trechos cinematográficos que impressionavam para um jogo tardio da sexta geração de consoles.

BLACK era caótico no PlayStation 2 e Xbox (Divulgação/Electronic Arts)

Embora seja muito elogiado até hoje, BLACK nunca chegou a receber uma sequência direta. O cocriador e designer do título, Stuart Black, contou em entrevista que uma continuação do jogo começou a ser planejada, mas acabou na geladeira por divergências entre ele e a EA.

A Criterion Games foi deslocada anos mais tarde para cuidar de Need for Speed e, posteriormente, acabou retornando ao gênero FPS com Battlefield. Hoje, o estúdio integra a Battlefield Studios e foi um dos responsáveis pelo sucesso do sexto jogo da franquia. Parte do time que trabalhou em BLACK migrou para a Codemasters. Lá, desenvolveram uma espécie de sucessor espiritual de BLACK chamado Bodycount, shooter que acabou falhando em atender às expectativas e caiu no esquecimento.

5. The Simpsons: Hit & Run

Mais conhecido como “GTA dos Simpsons”, The Simpsons: Hit & Run foi um dos jogos mais populares em feirinhas que vendiam jogos pirateados de PS2 no esquema “3 por R$ 10”, e isso não é à toa. The Simpsons: Hit & Run nasceu no início dos anos 2000, época em que jogos licenciados estavam explodindo.

The Simpsons: Hit & Run era o GTA do Simpsons no PS2 (Divulgação/Disney)

Não apenas isso, mas o jogo de ação e aventura chegou na mesma época em que GTA III fazia um sucesso estrondoso, ou seja, comparações eram feitas com frequência entre os dois. O humor, a interface e a direção lembravam bastante o título da Rockstar Games, mas com todo o universo e a comédia dos Simpsons, o que o transformava em uma versão mais leve e acessível para vários jogadores.

O título da Radical Entertainment saiu em 2003 para PC e consoles da época e foi um sucesso estrondoso. Embora a licença permitisse que o estúdio trabalhasse em outros quatro jogos baseados em Simpsons, a Radical foi adquirida pela Vivendi em 2005 e logo depois passou a fazer parte do guarda-chuva da Activision. Nesse meio-tempo, a desenvolvedora ficou focada em vários projetos, em especial Crash Bandicoot. Houve até um protótipo e o início do desenvolvimento de The Simpsons: Hit & Run 2, mas o projeto acabou sendo descartado pela Vivendi, bem como as licenças para jogos dos Simpsons, que acabaram com a EA.

4. FEZ

FEZ, Castle Crashers, Braid e muitos outros jogos indies surgiram a partir do programa Xbox Live Arcade, responsável por lançar muitos devs ao mundo. Desenvolvido pelo polêmico Phil Fish, FEZ inovou ao misturar 2D e 3D em um jogo de quebra-cabeças cheio de conceitos matemáticos e muito carismático.

FEZ é um dos jogos indie mais bem-avaliados do Xbox 360 (Divulgação/Polytron)

Após estrear com sucesso no Xbox 360, a Polytron, desenvolvedora do título, conseguiu dinheiro o suficiente para portar FEZ para outros consoles e sistemas operacionais de PC. A criatividade do jogo e seu sistema de conquistas garantiram o anúncio surpreendente de FEZ II na E3 de 2013, que acabou sendo todo o material que tivemos sobre a franquia.

Um mês após a revelação, FEZ II foi publicamente cancelado por Phil Fish. O controverso desenvolvedor entrou em uma discussão no X com o jornalista Marcus Beer sobre a ausência de um lançamento para o Xbox. A conversa acabou virando uma briga maior e foi o estopim para Fish anunciar sua saída da indústria e o cancelamento da sequência. Anos mais tarde, o desenvolvedor revelou que abandonou FEZ II pela pressão de ter que fazer uma continuação de sucesso, e que o jogo ainda estava em uma fase inicial de produção.

3. Dante’s Inferno

Dante’s Inferno é um hack and slash muito conhecido, em especial por jogadores do Xbox 360. Donos do console da Microsoft não tinham acesso a God of War na época, principal referência quando o assunto era esse gênero. O título foi desenvolvido pela finada Visceral Games, mesmo estúdio de Dead Space.

Estúdio de Dante’s Inferno foi fechado após Dead Space 3 (Divulgação/Electronic Arts)

O jogo adaptava a obra literária A Divina Comédia, de Dante Alighieri, em uma missão de resgate da noiva do protagonista, Beatrice, das garras de Lúcifer. Para isso, o cruzado deveria enfrentar os nove círculos do inferno. Embora muitos lembrem de Dante’s Inferno com carinho, o hack and slash não alegrou nem um pouco a Electronic Arts.

Dante’s Inferno teria uma sequência chamada Dante’s Purgatory, baseada na segunda parte de “A Divina Comédia”. No entanto, a Electronic Arts barrou a continuação pelo fracasso nas vendas, embora o título tenha vendido mais de 1 milhão de unidades. A sequência já possuía diversos documentos, como concept arts, screenshots e até um roteiro de 240 páginas escrito pelo corroteirista de Assassin’s Creed 2, Joshua Rubin. Desde então, não há nenhum indicativo do retorno de Dante aos games, apesar da aclamação dos jogadores.

2. Bully

Hoje, a Rockstar Games é mais conhecida por Red Dead Redemption e GTA, mas houve uma época em que a produtora tinha mais de duas franquias de destaque. Bully fazia parte de um catálogo mais robusto da desenvolvedora na primeira década dos anos 2000 e levava o humor ácido e a crítica de Grand Theft Auto para a Bullworth Academy.

Bully deu lugar a GTA e Red Dead Redemption (Divulgação/Take-Two Interactive)

O jogo abordava vários aspectos controversos da vida escolar, como violência, bullying e temáticas relacionadas ao movimento LGBT, por exemplo, o que na época gerou muitas discussões. Bully, inclusive, foi proibido por um tempo aqui no Brasil. Muitos jogadores acreditam que toda a acidez da obra não se encaixaria bem na realidade de hoje, o que é mais um motivo para a Rockstar Games não apostar suas fichas na IP.

As controvérsias podem ter tido um papel importante no cancelamento de Bully 2, mas houve muitos outros fatores para nunca mais vermos nada da franquia. A ideia era fazer uma sequência muito maior e com mais liberdade que o título original, o que exigiria mais engajamento da equipe e, consequentemente, colocaria o time em um estado de crunch (trabalho excessivo por longos períodos). A produtora também teve que realocar muitos desenvolvedores para outros projetos, como Red Dead Redemption e Max Payne 3, o que colocou o game na gaveta. Quando foi definitivamente congelado, em 2010, o jogo já tinha oito horas jogáveis.

1. Sleeping Dogs

Da série de jogos que venderam muito, mas não atingiram as expectativas da empresa, Sleeping Dogs se tornou um clássico cult com o passar dos anos ao adotar um estilo similar a GTA, só que do lado da polícia e com uma pegada voltada para filmes de ação de Hong Kong.

Sleeping Dogs vendeu “apenas” 2 milhões de cópias, segundo a Square Enix (Divulgação/Square Enix, Embracer Group)

No game, controlamos Wei Shen, um policial infiltrado que lida com o dilema entre sua carreira na polícia, a lealdade à organização criminosa e sua família. Apesar de ser frequentemente comparado a GTA, Sleeping Dogs possuía um combate corpo a corpo bem mais profundo, lembrando até mesmo clássicos de beat ‘em up.

Infelizmente, vender dois milhões de cópias não foi o suficiente para a Square Enix na época. Insatisfeita com as vendas, a publisher pediu à desenvolvedora United Front que deixasse de lado os primeiros conceitos de Sleeping Dogs 2 e trabalhasse num jogo multiplayer online chamado Triad Wars, que fracassou totalmente. Algum tempo depois, a United Front fechou as portas.

Leia a matéria no Canaltech.

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