Rival da Starlink quer datacenters no espaço para poupar água e energia na Terra

Rival da Starlink quer datacenters no espaço para poupar água e energia na Terra – Canaltech

A Blue Origin, conglomerado espacial fundado pelo presidente da Amazon, Jeff Bezos, deu um passo ambicioso para expandir sua presença fora da Terra. A companhia protocolou um pedido junto ao governo dos Estados Unidos para lançar uma rede com mais de 50 mil satélites.

Diferente das constelações de comunicação tradicionais, como a Starlink, o “Projeto Sunrise” foca em transformar o espaço em um grande centro de processamento de dados. O objetivo é realizar computação avançada diretamente em órbita.

De acordo com o documento enviado à Comissão Federal de Comunicações (FCC) em 19 de março, a iniciativa busca aliviar a pressão sobre os recursos naturais no solo. O deslocamento do processamento para o espaço reduziria o consumo intenso de energia e água nos datacenters terrestres.


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A nova investida da Amazon ocorre em meio a uma disputa direta com a SpaceX. Recentemente, a empresa de Bezos tentou barrar os planos de Elon Musk para lançar uma rede de um milhão de satélites destinados a funções similares. A Amazon alega que tal volume de naves agrava riscos de colisões e poluição espacial.

Apesar da oposição ao concorrente, a Blue Origin agora busca seu próprio espaço com o uso de outra constelação planejada, a TeraWave. Esse sistema servirá como uma espinha dorsal de comunicação de alta capacidade para sustentar o tráfego de dados entre os satélites de processamento.

Após questionar expansão da Starlink, empresa de Bezos propõe data centers no espaço (Imagem: Erick Teixeira/Canaltech)

O interesse em levar a computação para o vácuo se deve à abundância de energia solar e à menor rigidez regulatória para atividades corporativas. Especialistas acreditam que o avanço de ferramentas de IA deve terceirizar boa parte do trabalho de inferência para a órbita nos próximos anos.

Mesmo com o entusiasmo do setor, o projeto enfrenta desafios econômicos e técnicos severos. O desenvolvimento de tecnologias de resfriamento para processadores e a proteção de chips contra a alta radiação espacial ainda estão em fase de estudos por cientistas.

A viabilidade comercial da proposta também depende da redução dos custos de lançamento. Especialistas indicam que projetos desse porte dificilmente sairão do papel antes da década de 2030, devido ao aumento do congestionamento orbital e preocupações com danos à camada de ozônio.

Leia a matéria no Canaltech.

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