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A startup sul-coreana Innospace diz saber o que deu errado em sua primeira tentativa de lançamento orbital.
A Innospace enviou seu foguete Hanbit-Nano para o céu pela primeira vez em 22 de dezembro, a partir do Centro Espacial de Alcântara, no Brasil. Mas o voo histórico – a primeira tentativa de lançamento orbital de uma empresa sul-coreana – não durou muito, já que o Hanbit-Nano explodiu menos de um minuto depois de sair da almofada.
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Um vazamento de gás na seção dianteira da câmara de combustão do primeiro estágio do foguete híbrido Hanbit-Nano provocou uma ruptura, levando ao fracasso da missão, de acordo com uma atualização do Innospace de 17 de março.
O vazamento “foi causado por compressão insuficiente e desempenho irregular de vedação resultante da deformação plástica dos componentes de vedação durante o processo de remontagem após a substituição do tampão da câmara dianteira durante as atividades de preparação de lançamento no Brasil”, diz a atualização.
A INNOSPACE identificou a causa do encerramento da missão de seu primeiro lançamento comercial HANBIT-Nano por meio de uma investigação conjunta com a autoridade de investigação de acidentes aeroespaciais do Brasil, CENIPA. A causa foi determinada por meio de análise de dados de voo, registros de vídeo e… pic.twitter.com/giMIM42K0R17 de março de 2026
Hanbit-Nano é um foguete de dois estágios movido por uma mistura de oxigênio líquido (LOX) e parafina, um combustível sólido de foguete. O estágio superior do foguete foi projetado para voar em duas configurações, uma que queima o mesmo combustível de parafina LOX e outra movida a LOX e metano líquido.
Em seu voo fracassado em dezembro, o Hanbit-Nano transportava cinco cargas úteis para clientes no Brasil e na Índia, bem como três cargas úteis de demonstração de tecnologia. O foguete de 17,3 metros de altura foi projetado para lançar cerca de 90 kg (200 libras) a uma órbita sincronizada com o Sol a partir de sua plataforma de lançamento brasileira.
A Innospace conduziu sua investigação sobre o fracasso da missão junto com o CENIPA, autoridade da Força Aérea Brasileira responsável pelas investigações de acidentes aeroespaciais. A Innospace afirma que já está implementando melhorias de design nos componentes afetados e introduzindo etapas adicionais de verificação para evitar falhas semelhantes em lançamentos futuros.
“Este processo forneceu ativos técnicos valiosos que contribuirão para o avanço de nossas tecnologias de veículos de lançamento”, disse o CEO da Innospace, Soojong Kim, na atualização.
A empresa planeja avançar com um lançamento subsequente, aguardando autorização da Administração Aeroespacial da Coreia (KASA). Essa próxima tentativa está atualmente direcionada para o tterceiro trimestre de 2026, com expectativa de que o Brasil continue sendo o local de lançamento.
A Innospace faz parte de uma onda crescente de startups internacionais que pretendem competir no mercado de lançamento de pequenos satélites, onde a fiabilidade e o tempo de resposta são críticos.
Um retorno bem-sucedido ao voo em 2026 será fundamental para a empresa demonstrar que pode se recuperar dos contratempos iniciais e avançar em direção à capacidade regular de lançamento orbital.