Será que uma das zonas húmidas mais importantes da Europa poderá realmente desaparecer? Satélites mostram que isso pode acontecer durante a nossa vida

Uma das zonas húmidas mais valiosas da Europa está a diminuir – e imagens de satélite sugerem que poderá desaparecer completamente no espaço de uma única vida humana.

O Parque Nacional de Doñana é um vasto sistema de zonas húmidas no sudoeste de Espanha que sustenta um dos ecossistemas mais ricos do continente e desempenha um papel crítico na migração e reprodução de aves europeias e africanas. Usando dados de alta resolução do Agência Espacial Europeia(ESA) Satélites Sentinela-2os investigadores descobriram que o pântano do parque está a perder água superficial de forma constante – uma tendência que, se não for controlada, poderá deixar o pântano efetivamente seco em cerca de 60 anos, de acordo com cálculos de um estudo recente de monitorização de recursos hídricos.

Na visão orbital dos satélites Sentinel-2, o satélite de Doñana zonas húmidas aparecem como manchas mutáveis ​​de azul escuro e violeta, assinaturas de águas rasas espalhadas pela planície aluvial do parque. Mas quando os cientistas examinaram como esses padrões mudaram ao longo do tempo, surgiu um claro declínio. Desde 2005, o pântano sofreu uma redução acentuada na área de superfície húmida, no volume de água e na profundidade média, com as perdas a acelerarem após 2010, à medida que as temperaturas regionais aumentaram e as chuvas diminuíram.

duas imagens de satélite lado a lado de um pedaço de terra, com áreas azuis mostrando áreas úmidas. a imagem da esquerda tem mais azul escuro que a da direita

As vistas do Parque Nacional de Doñana, em Espanha, obtidas pelos satélites europeus Sentinel-2, revelam o declínio dramático das zonas húmidas ao longo do tempo. O solo úmido aparece em azul escuro e a água superficial é destacada em magenta nessas duas imagens, que foram capturadas em janeiro de 2005 (esquerda) e janeiro de 2024 (direita). A diferença mostra claramente como os pântanos, outrora extensos, estão a encolher e a secar. (Crédito da imagem: Universidade de Sevilha)

O novo estudo, liderado por cientistas da Universidade de Sevilha, combinou satélite observações com técnicas de aprendizado de máquina para distinguir água de vegetação e solo seco. Essa abordagem permitiu aos investigadores não só reconstruir a forma como o pântano de Doñana evoluiu ao longo do tempo, mas também projectar o seu futuro sob diferentes cenários climáticos.

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