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Nas categorias dos malwares, há diversos tipos de agentes maliciosos, com um dos principais diferenciais sendo o que é feito com o arquivo afetado no aparelho da vítima. Diferente de um ransomware, que pega arquivos de refém, o infostealer é como um batedor de carteira: ele quer entrar, pegar seu alvo e sair sem que você perceba.
Os infostealers estão, atualmente, entre os principais agentes de invasão de grandes empresas, além de contas bancárias e redes sociais de usuários comuns. Você salva suas senhas no navegador para uso rápido? É exatamente isso que os cibercriminosos buscam com esse tipo de malware, cujo nome pode ser traduzido para “ladrão de informações”.
Um infostealer é um tipo de agente malicioso feito especificamente para escanear o sistema infectado à procura de dados sensíveis. O objetivo não é destruir dados ou travar o PC, mas sim operar no background, silenciosamente, coletando dados, empacotando-os em arquivos chamados “logs” e enviando tudo para o servidor dos hackers (command and control, ou C2).
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Os dados roubados estão, na maioria das vezes, nos navegadores, como Google Chrome, Microsoft Edge e Mozilla Firefox. Eles costumam ser credenciais, como nomes de usuário e senhas, e cookies, os dados de sites que podem levar o hacker a acessar seu Gmail ou Facebook sem usar senha e sem disparar a autenticação por dois fatores.
Extensões mais preocupantes, como carteiras de criptomoedas, bem como aplicativos desktop contendo essas moedas, também são alvos muito visados.
Grande parte dos infostealers entra no PC da vítima via softwares piratas, junto a ativadores de aplicativos como o Office ou cheats de jogos. Outro vetor importante é o malvertising, anúncios falsos para produtos que você busca no Google, como drivers ou aplicativos, mas acaba clicando na publicidade patrocinada fraudulenta.
Há, ainda, o phishing, onde e-mails ou mensagens de cibercriminosos enganam o usuário para fazê-lo clicar em links ou arquivos maliciosos, e o uso de engenharia social, onde iscas como tutoriais no YouTube trazem descrições ensinando a baixar softwares grátis ou solucionar problemas, mas na realidade entregam o vírus.
Atualmente, o mal dos infostealers já chegou a nível industrial: alguns criminosos alugam programas de roubo de dados, como o Lumma Stealer, RedLine, Vidar ou Racoon em canais do Telegram, cobrando mensalidades altas para permitir que hackers com pouco conhecimento técnico obtenham acesso ilegal a arquivos pessoais.

Os dados, após roubados, podem ser usados em golpes posteriores de spear phishing ou vendidos na dark web, em mercados ilegais como Genesis Market, Russian Market e afins por mixaria.
A parte complicada dos infostealers é que, muitas vezes, não há sintomas visíveis no PC, mas sim em outros lugares: contas desconectadas repentinamente, alertas de login suspeitos nos e-mails, amigos recebendo mensagens estranhas vindas de você. Basicamente, bizarrices envolvendo as suas contas, sejam elas em quais sites forem.
Para começar, é bom rodar um antivírus robusto, mais potente que o Windows Defender: ferramentas como Malwarebytes ou HitmanPro podem ajudar.
Saiba que, no entanto, formatar ou limpar o vírus não basta: é necessário trocar todas as senhas e invalidar sessões já conectadas após limpar o computador. Trocar a senha com o infostealer ainda na máquina permitirá o roubo da nova senha.
Prevenção, como sempre, é a melhor defesa: evite salvar senhas no navegador, e prefira o uso de gerenciadores de senha como 1Password, Bitwarden e afins, bem como passkeys.
Use, ainda, autenticação por dois fatores e mantenha os antivírus atualizados, e verifique sempre a origem dos downloads que você faz: só baixe de sites oficiais confiáveis, nunca de links recebidos por e-mail ou mensagens.
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Leia a matéria no Canaltech.