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Você já reparou que, às vezes, os aviões deixam rastros brancos no céu? Trata-se das chamadas “trilhas de condensação”, que são formadas pelo mesmo processo que permite que você veja o ar exalado durante a respiração quando está frio.
Para entender melhor a origem destas rastros esbranquiçados, é importante compreender primeiro como são as condições atmosféricas que os aviões encontram durante o voo — quando estão a mais de 8 km de altitude, as aeronaves encaram -50 ºC!
Ao mesmo tempo, o motor dos aviões libera uma verdadeira descarga de gás aquecido, tão quente que passa dos 300 ºC. É ali que está o segredo: o encontro dos gases com o ar frio faz com que o vapor d’água se resfrie e sofra condensação, formando pequenas gotas. Depois, o movimento da aeronave espalha as partículas e cria as faixas brancas no céu.
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A duração do rastro depende das condições atmosféricas: em ambientes frios e úmidos, a trilha esbranquiçada tende a ser mais longa e persistente; já em regiões secas, desaparece rapidamente. Embora formados principalmente por gelo, estes rastros também podem ter compostos liberados pelas aeronaves, como fuligem e dióxido de enxofre.

Perceba que, no fim das contas, tais trilhas são como nuvens artificiais. Uma análise publicada em 2020 para a Comissão Europeia revelou que os rastros são algumas das emissões sem dióxido de carbono que mais contribuem para o aquecimento global, junto do CO2 liberado pelos aviões.
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