Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124


A IA generativa vai além dos chatbots “tradicionais”, como ChatGPT, Gemini e mais, e já aparece integrada em apps de diversas finalidades. A tecnologia, porém, deve ser utilizada para solucionar problemas e, no caso dos bancos, simplificar o uso de serviços financeiros ao oferecer transferências por mensageiros e afins, observou o CTO do Itaú, Carlos Eduardo Mazzei.
A visão do líder de tecnologia da instituição financeira foi compartihada durante o evento “Desenvolvendo a Inteligência Itaú” na noite desta quarta-feira (3), em São Paulo (SP), com a presença do Canaltech.
A IA generativa abre novas oportunidades para entregar mais valor aos clientes e inovar na interação com as interfaces da empresa. Para exemplificar, o CTO destacou algumas soluções recentes que utilizam a tecnologia.
–
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
–
Entre eles, o Pix pelo WhatsApp, recurso do Itaú que, através de modelos de linguagem (LLM, em inglês), interpreta mensagens para iniciar transferência. O banco ainda oferece assistentes para investimentos e para negócios, através de chatbots no aplicativo.
Em comum, as ferramentas utilizam uma série de etapas até alcançar o momento final. No caso das transferências pelo mensageiro da Meta, por exemplo, além da autenticação da conta, a plataforma ainda observa se há conteúdo nocivo a fim de proteger o usuário de golpes e outras ameaças. Somente após a sequência é que a transação será liberada.
O chatbot de investimentos inclui, ainda, uma curadoria além dos dados de pré-treino, consultando bases atualizadas. A ferramenta possui uma série de parâmetros para respeitar regulamentações, considerar o nível de risco do cliente, entre outros fatores.

“O principal ponto para nós é sobre conectar a tecnologia à necessidade do cliente para resolver um problema real”, afirmou. “Não é a tecnologia pela tecnologia, não é a IA pela IA. Na verdade, é como a gente resolve os problemas do dia a dia das pessoas.”
Diante desse propósito, o banco aposta em cinco pilares (método, tecnologia, dados e IA, design e produto) para inovar. Essas etapas passam pela experimentação, desenvolvimento de tecnologias, avaliação das necessidades dos clientes até a entrega de soluções.
“IA é sobre usar essas novas capacidades para gerar esses benefícios e atender as expectativas de tudo que está sendo criado. É melhorar a jornada, é produto de conveniência, é produto de assessoria, é tornar o ambiente financeiro mais acessível, mais diferente, enfim, mais simples de ser consumido“, pontua.
Mazzei destaca ainda que é preciso entender como a tecnologia funciona para entregar experiências agregadoras e seguras.
“Segurança é o critério o número um aqui”, disse o executivo em entrevista ao Canaltech. “Todos os dados utilizados em inteligência artificial estão contidos dentro do ambiente do banco. Esses dados em nenhum momento saem do ambiente do banco.”

A IA generativa teve um “boom” em 2022 com a estreia do ChatGPT. Na ocasião, utilizava-se uma arquitetura “mais simples”, com a seguinte sequência: input (envio dos comandos), processamento via LLM e output (entrega do resultado).
O modelo, conforme explica Mazzei, recebeu melhorias, e agora lida não somente com múltiplas entradas (texto, áudio e dados), mas também considera memórias de curto e longo prazo, possui recursos de raciocínio, e mais.
Em paralelo à “nova” arquitetura, a empresa aposta em um modelo de arquitetura que conecta diferentes bases de dados sob governança centralizada. Assim, é possível utilizar essas informações em diversas frentes, a fim de entregar não apenas respostas contextualizadas, mas soluções personalizadas para cada cliente.
Essas camadas são processadas nos bastidores de aplicações de diversas frentes e empresas. No caso do Itaú, todo esse sistema aparece no Pix do WhatsApp e nos assistentes de investimento e negócios. Mas, para o cliente, tudo isso é entregue em uma experiência centralizada, dentro das plataformas da instituição financeira.
“Para o cliente, é um único ponto de entrada. Por trás, é um conjunto de sistemas que trabalham essa resposta”, afirma o CTO do Itaú.
Confira outras matérias do Canaltech:
VÍDEO: Por que tudo tem Inteligência Artificial agora? | #Shorts #IA #Canaltech
Leia a matéria no Canaltech.