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Pesquisadores usaram dados arquivados de satélites meteorológicos para identificar um novo recorde mundial de raio mais longo já registrado: 829 km de extensão. A marca foi divulgada em um estudo publicado nesta quinta-feira (31) no Boletim da Sociedade Meteorológica Americana.
Um detalhe interessante sobre esse relâmpago recordista é que ele ocorreu durante uma tempestade registrada em 22 de outubro de 2017, estendendo-se do Texas até o Missouri, nos Estados Unidos.
“Nós chamamos isso de relâmpago megaflash e estamos apenas começando a entender a mecânica de como e por que isso ocorre”, destacou em comunicado Randy Cerveny, cientista e professor da Universidade Estadual do Arizona, e um dos autores do estudo.
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O recorde anterior era de um raio com 768 km de extensão, registrado em 2020, também em território norte-americano.

Os relâmpagos do tipo megaflash são aqueles que ultrapassam os 100 km de comprimento — enquanto um relâmpago comum mede, em média, menos de 16 km. Esses fenômenos são considerados raros, pois ocorrem em apenas cerca de 1% das tempestades.
Apesar disso, os pesquisadores envolvidos na descoberta do raio de 829 km acreditam que a evolução dos satélites meteorológicos deve revelar ainda mais megaflashes nos próximos anos.
“É provável que extremos ainda maiores existam e que seremos capazes de observá-los à medida que medições adicionais de raios de alta qualidade se acumulam ao longo do tempo”, afirmou Cerveny.
Para detectar o novo recordista, a equipe de Cerveny analisou dados do satélite GOES-16, da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA). O equipamento conta com um mapeador de raios que registra cerca de um milhão de eventos diariamente.
“Estamos agora em um ponto em que a maioria das regiões críticas para megaflashes no mundo está coberta por satélites geoestacionários, e as técnicas de processamento de dados foram aprimoradas para representar adequadamente os flashes na vasta quantidade de informações observacionais em todas as escalas”, explicou Michael Peterson, também coautor do estudo.
Confira o estudo na íntegra no Boletim da Sociedade Meteorológica Americana.
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