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Algumas pessoas são mais sociáveis do que outras, assim como algumas são mais suscetíveis a desenvolver quadros de depressão quando enfrentam circunstâncias adversas. Essas e outras características psicológicas resultam de uma combinação entre as experiências vividas ao longo da vida e singularidades genéticas.
Cientistas já concluíram que, em média, as diferenças genéticas individuais contribuem com cerca de 50% para a diversidade psicológica entre as pessoas. Os outros 50% são atribuídos às experiências de vida de cada indivíduo.
Contudo, enquanto os comportamentos relacionados ao cotidiano podem mudar ao longo da vida, nosso DNA permanece o mesmo do nascimento à morte. Isso tem levado a ciência a investigar com cada vez mais profundidade como nossa estrutura genética influencia a construção de traços psicológicos.
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Você provavelmente já ouviu falar no termo “genoma humano”, mas é importante entender que, na prática, cada pessoa possui um genoma único — exceto no caso de gêmeos idênticos.
Apesar de a maior parte das cerca de 3 bilhões de pares de bases do nosso DNA ser idêntica entre os seres humanos, aproximadamente 1% dessas informações apresenta variações. É nesse pequeno percentual que residem as diferenças responsáveis por características como sociabilidade, desempenho acadêmico, propensão à depressão ou impulsividade.

A singularidade humana se manifesta justamente nesses trechos genéticos, influenciando significativamente as características observadas no dia a dia de cada pessoa.
Os pesquisadores Roberto Colom e Juan Ordoñana abordam esse tema no livro “Você é o seu DNA: Como os genes contribuem para construir nossa identidade” (planetalibros.com), que lança luz sobre como as diferenças genéticas ajudam a moldar nossa identidade psicológica.
O avanço nos estudos sobre a influência genética na personalidade também tem gerado importantes questionamentos éticos dentro da comunidade científica.
Se a individualidade psicológica está relacionada ao DNA, seria possível editá-lo para “criar” indivíduos mais sociáveis, com melhor desempenho cognitivo e menos vulneráveis a transtornos mentais?
O futuro das pesquisas genéticas é, ao mesmo tempo, promissor e repleto de dilemas éticos. Caberá à ciência e à sociedade definir caminhos seguros e responsáveis diante da abundância de dados genéticos humanos hoje disponíveis.
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