12 coisas nostálgicas que todo gamer no Brasil já viveu

12 coisas nostálgicas que todo gamer no Brasil já viveu – Canaltech

A “cultura gamer” evoluiu bastante no Brasil, mas todos que vieram dos anos 1990 e 2000 passaram por verdadeiros eventos canônicos: coisas que eram independentes da plataforma e da classe social, mas ocorriam com cada um de nós.

Ainda que fossem tempos mais simples, jogar era uma tarefa complexa e em alguns casos “obrigava” as pessoas a repetirem padrões que se tornaram clássicos autênticos. Como não se lembrar das artimanhas exigidas para se divertir?

Em homenagem aos “bons e velhos tempos”, nós do Canaltech reunimos 12 coisas nostálgicas que todo gamer no Brasil já viveu. Se você passou pelos anos 1990 e 2000 com um console ou PCs, com certeza se identificará com ao menos um item. Confira:


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12. Girava o analógico na tela de loading

Sem um SSD ou qualquer componente do tipo, demorava uma eternidade para jogos maiores de PS1 e PS2 carregarem. Era o caso de deixar a tela rodar, ir preparar um lanche e voltar antes dessa tarefa ser concluída. E aí as telas de loading se popularizaram, muitas vezes com alguma arte para te distrair da demora.

E aí o que restava aos jogadores? Girar o analógico durante a espera, algo que se tornou a diversão de muitos nestes tempos “sombrios”. Algumas obras, como Dragon Ball Z: Budokai Tenkaichi incluíam animações quando executava a ação no controle, o que fez muita gente testar isso até a geração PS4 e Xbox One

Imagem do DualShock 2
O DualShock 2 sofria com o excesso de vezes que se girava o analógico (Imagem: Stas Knop/Pexels)

11. Zerou algum game com a revista de Detonado ao lado

Nos anos 1990 e 2000, a internet não era um recurso popular e o YouTube sequer existia antes de 2005. Ou seja, não havia vídeos de gameplay e o público se apoiava nas emblemáticas revistas para conferir dicas e os queridos detonados.

Principalmente em RPGs e alguns jogos de ação e aventura com segredos no mapa, era inegável que muitos concluíram algumas de suas histórias favoritas com a publicação ao lado do seu controle. Seja pela Ação Games, Super Game Power ou outras, todos recorriam a elas no momento de dificuldade.

Imagem de uma Super Game Power
Na época sem vídeos, muitos apelavam para as revistas (Imagem: Reprodução/BD Jogos)

10. Derrubou o controle da locadora

Antes das lan houses, as locadoras também serviam como um local que reunia a comunidade para jogarem juntos. Caso você tivesse o videogame em casa, podia levar o cartucho. Porém, se não fosse o caso, era possível jogar no próprio local e pagar por um certo período.

Como o local era lotado de crianças, muitas delas descuidadas, não era raro ver um controle cair no chão. Para evitar, os donos instituíram regras mais agressivas para esses casos: de perda de privilégios (passá-lo a outro jogador) até corte do tempo que pagou (cada queda fazia perder 30 minutos), ninguém ficou imune aos seus efeitos. 

Imagem do controle do Mega Drive
Quantas vezes esse controle caiu da sua mão? (Imagem: Reprodução/YouTube)

9. Virou o PS1 de cabeça para baixo

O PlayStation 1 fez história, mas alguns modelos tinham um pequeno defeito na trava da tampa, que se quebrava facilmente a qualquer impacto. Sem fechar, o leitor sequer iniciava e você não jogava. Como isso causou muitos gastos de assistência técnica, alguns desenvolveram a lendária técnica de virá-lo de cabeça para baixo.

Deste modo, o peso do console e a gravidade a mantinham fechada, o leitor girava e ninguém ficava sem se divertir. Seja o modelo PSX ou o PSOne, a maioria de nós já viu isso com o nosso próprio console ou com o de amigos próximos — até o ponto que virou “normal” para todos na época. 

Imagem do PS1
Em alguns casos, essa tampa só ficava fechada com o peso do PS1 fazendo pressão sobre a mesa (Imagem: Reprodução/Sony)

8. Assoprou as fitas para funcionarem

Não havia qualquer evidência técnica que recomendasse assoprar o chip dos cartuchos de Super Nintendo e Mega Drive para que eles voltassem a funcionar. Mesmo assim, a técnica sempre funcionava e se os consoles não liam as fitas de primeira, depois que jogava vento e baba no conector elas funcionavam.

Ninguém sabe quando começou ou onde, mas virou uma questão cultural muito forte no Brasil. Chegava com o cartucho em casa, botava no SNES e não funcionava? Não existia pânico, era só encher o pulmão e fazer isso que logo dava certo. Às vezes precisava fazer isso duas ou três vezes, mas era infalível. 

Imagem do SNES
Tinha fita de Super Nintendo que só funcionava na base do assopro (Imagem: Reprodução/Giant Bomb)

7. Desligou o PC com o pé

Me diga, quantas horas você perdeu jogando Diablo II, Tibia ou The Sims 2? Muitas, claro. E quantas vezes, em meio à empolgação em uma tarde de sábado ou domingo, você acabou chutando o gabinete e desligou sem querer o PC por ter metido o dedão do pé no botão de desligar? Mais do que queira admitir, creio eu.

Na época, não existia essa cultura de exibir o computador para todos verem. Nem tinha espaço para isso nas estantes. Deste modo, a máquina sempre ficava no chão — próxima aos estabilizadores. E não era raro chutá-la sem querer, cuja ameaça era somada ao fato de que o botão geralmente era frontal.

Imagem de um PC antigo
Curiosamente, o botão tinha o tamanho exato do dedo do pé (Imagem: Diego Corumba/Canaltech)

6. Foi obrigado a desenrolar o fio do controle

Os controles com fio tinham uma resposta muito veloz, mas não era raro pegá-los e se deparar com o cabo todo emaranhado na sua estante. E ai de você se não desenrolasse adequadamente, pois acabava em perrengues como forçar a vista por ter de jogar mais perto da TV ou derrubar o videogame a cada puxão involuntário.

Vocês não têm ideia de como a geração PS3 e Xbox 360 salvou a vida dos gamers, com seus periféricos nativos sem fio. Até o PlayStation 2, eles representavam uma grande dor de cabeça e perda de tempo — já que era preciso passar alguns minutos na tarefa de arrumá-los antes de começar a jogar. 

Imagem do controle de SNES
O cabo era um dos maiores vilões dos gamers nos anos 1990 e 2000 (Imagem: Reprodução/Jens Mahnke, Pexels)

5. Viu a tela “do fracasso” do PS2

Por falar no PS2, ele foi o videogame mais vendido de todos os tempos e fez muito sucesso no Brasil também, principalmente pela pirataria e jogos paralelos. E não tinha quem voltasse dos camelôs , com seus 5 games recém-comprados, que não visse a tela vermelha da morte em um deles (ou todos).

E o evento canônico era o mesmo para todos: ver a tela inicial do PS2, os ícones girarem para tudo ficar vermelho e ler o famoso “Please Insert a PlayStation or PlayStation 2 format disc”. Algumas vezes isso podia ser revertido, mas existiam situações em que o estrago não tinha mais volta e você tinha de trocar ou comprar outro disco para poder curtir. 

Imagem da tela de erro do PS2
Essa tela causa gatilhos, não é? (Imagem: Reprodução/Sony)

4. Perdeu o Memory Card

Antes do PS3 e Xbox 360, a maior parte dos consoles não tinham armazenamento interno. A Nintendo permitia que o jogador salvasse seus dados nos próprios cartuchos, mas nos discos isso era um pouco mais complexo. Aí, inventaram os Memory Cards que permitiam registrar seu progresso e seguir com suas aventuras.

No entanto, os acessórios não eram muito robustos e não era raro algum deles (ou todos eles) sumir pela sua casa. Seja porque o cachorro mordeu e levou para outro lugar, seja porque sua mãe limpou e guardou em um móvel diferente ou caiu embaixo da estante e ninguém mais viu — isso era bem comum. No “final bom”, encontrava e tudo dava certo. Mas há quem perdesse para sempre e tinha de recomeçar todas as suas aventuras do zero. 

Imagem do Memory Card
Todo gamer perdeu um desses nos intervalos entre as jogatinas (Imagem: Reprodução/Sony)

3. Juntou dinheiro para comprar 3 jogos por R$ 10

Não importa se você recebia mesada, se tapeava seus pais para obter uns trocados ou ganhava um dinheiro de aniversário ou por datas comemorativas: todo sábado de manhã era o período de bater ponto nas barraquinhas de camelôs, ao lado de várias outras crianças, para buscar os games que ia comprar para curtir os dias de sossego.

E as que tinham mais gente em disputa para pegar os melhores games, sempre contavam com a famosa promoção de “3 jogos por R$ 10”. Era uma situação de ir ver o catálogo às 10h e ter centenas de discos, voltar 10h15 e nem metade deles estar mais disponível. Se você se lembra desta loucura, sabe exatamente como éramos felizes e não sabíamos. 

Imagem de jogos de PS1
Todo fim de semana, a criançada estava nas barracas para comprar 3 jogos por R$ 10 (Imagem: Damien McFerran/Time Extension)

2. Trocou fitas nas feiras do rolo

Antes de comprar múltiplos jogos a preços promocionais, existiu um período no qual se ia em qualquer feira do rolo e eram vistas barracas com dezenas de cartuchos espalhados. Você podia comprar alguns, mas o principal negócio eram as trocas — afinal de contas, o dono delas também queria jogar coisas diferentes.

Às vezes, se era alguma fita difícil de encontrar, se trocava 1 por 1 e você saía com uma nova aventura dali. Outras, quando eram games mais baratos ou em condições “tristes” de uso, você conseguia negociar 2 por 1 e por aí vai. Independentemente do lugar que viva, sempre tinha uma e fazíamos a festa. 

Imagem de cartuchos de Mega Drive
Era possível trocar cartuchos de NES, Super Nintendo, Mega Drive e muitos outros (Imagem: Viktorya Sergeeva/Pexels)

1. Passou nas locadoras aos sábados

Quase como um ritual na época do Super Nintendo e Mega Drive, acordávamos aos sábados e enchíamos o saco do nosso pai, mãe ou de quem fosse possível para nos levar à locadora. Às vezes o local não estava sequer aberto, mas já falávamos dela sem parar. A vantagem era alugar algo no sábado, ficar com a fita no domingo e devolver apenas na segunda — geralmente no fim da tarde.

Há centenas de elementos que geram até gatilho em quem viveu nessa época, como as gôndolas repletas de encartes, aquele amontoado de crianças e jovens que brigavam para ver quem levava aquela novidade primeiro e a promessa de muita diversão. Quem não se lembra de levar aquele jogo desconhecido porque a capa chamou a atenção ou querer locar o mesmo título pela milésima vez que atire a primeira pedra. 

Imagem de locadora de games
Nas locadoras você alugava as fitas e também podia jogá-las por ali mesmo, caso quisesse (Imagem: Reprodução/Ítalo Chianca)

Nostalgia falou mais alto nos games

Falamos de alguns fatores, mas existem várias memórias que muita gente passou simultaneamente com seus videogames. Por falar nos fios, vai me dizer que você nunca tropeçou neles e derrubou o console sem querer? Ou que deixou seu irmão menor ou aquele primo chato com o controle desconectado para não te atrapalhar? Pois é, quem viveu sabe,

Entre as 12 coisas nostálgicas que todo gamer no Brasil já viveu, quais delas você já fez? Gabaritou? Entre elas, estão:

  1. Passou nas locadoras aos sábados
  2. Trocou fitas nas feiras do rolo
  3. Juntou dinheiro para comprar 3 jogos por R$ 10
  4. Perdeu o Memory Card
  5. Viu a tela “do fracasso” do PS2
  6. Foi obrigado a desenrolar o fio do controle
  7. Desligou o PC com o pé
  8. Assoprou as fitas para funcionarem
  9. Virou o PS1 de cabeça para baixo
  10. Derrubou o controle da locadora
  11. Zerou algum game com a revista de Detonado ao lado
  12. Girava o analógico na tela de loading

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