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O PlayStation 2 foi um dos videogames mais emblemáticos de todos os tempos, mas isso não o eximiu de ter algumas dezenas de jogos ruins.
Não é de se estranhar, já que o console era extremamente popular e publicar um título na plataforma abriria as portas para milhões de fãs. Ainda assim, isso muitas vezes forçou a barra.
Se por um lado temos Kingdom Hearts II, God of War, Resident Evil 4 e outras pérolas como alguns dos melhores jogos do PS2, por outro existem verdadeiras atrocidades que os jogadores preferem esquecer.
Porém, lembrar é viver e hoje o Canaltech lista os 10 piores jogos lançados para o PlayStation 2. Será que você já jogou algum deles?
Baseado no filme As Panteras (2000), o jogo Charlie’s Angels (2003) é um beat ‘em up que traz as aventuras de Lucy Liu, Cameron Diaz e Drew Barrymore para os videogames.
Com uma jogabilidade péssima, sistema de colisão falho e bugs que causavam diversos problemas (inclusive o sumiço do áudio), ele se tornou não apenas uma das piores adaptações de jogos de todas, como um dos mais odiados da geração PlayStation 2.
É exatamente o que você pensa: um jogo de corrida do sapo que foi uma sensação entre ringtones, DVDs piratas e memes dos anos 2000. Crazy Frog Racer (2005) desejava se tornar o maior rival de Mario Kart, mas conquistou apenas muita frustração.
Muitos descreveriam a experiência como “irritante” com os diversos “Bin Bin” e “Bam Bam” repetidos à exaustão, assim como falhas nos itens, pistas confusas e uma mecânica desastrosa em sua execução.
Uma das últimas cartadas da Midway do “Velho Testamento”, Gravity Games Bike: Street Virt Dirt (2002) era uma tentativa de reproduzir sucessos dos esportes radicais no PlayStation 2, como os títulos de Dave Mirra e Mat Hoffman. Contudo, o tiro saiu pela culatra.
Quase nada dele funcionava como deveria, desde a física até os inúmeros bugs e paredes invisíveis. Não era raro ver jogadores reclamarem de voar das pistas sem explicação, ou pior: ficarem presos ao chão e terem de reiniciar o disco. Uma tragédia.
Após o massacre sofrido em Superman 64 (1999), a Titus Software decidiu adaptar a história do ciborgue mais temido das distopias: RoboCop (2003). Para ter uma noção, a aventura era tão ruim que ela só chegou nos Estados Unidos pelo primeiro XBOX.
Chamá-lo de desastre técnico seria pleonasmo: a mira só funcionava adequadamente quando você estava parado, inimigos te ignoravam e batiam diretamente contra as paredes, glitches e bugs que cansavam e, se nada disso fosse o suficiente, seus gráficos eram terríveis para a época.
Em Marvel Nemesis: Rise of the Imperfects (2005), a Electronic Arts teve a brilhante ideia de reunir personagens como Homem-Aranha, Wolverine, Capitão América, Demolidor e outros super-heróis para um jogo de luta sombrio.
Além de trazer um combate desbalanceado, o título apresenta diversos personagens criados apenas para a experiência — que também tinha uma trama extremamente genérica (invasão alien, dispositivo que coloca heróis contra heróis etc.). Não foi à toa que muitos fãs sentiram falta de Marvel vs. Capcom por tantos anos.
O filme da Mulher-Gato (2004) já era odiado pelos fãs, mas a Electronic Arts realmente achou de bom tom investir em um jogo para o PlayStation 2 que adaptasse a aventura. Porém, Catwoman (2004) fez muita gente ter desejado que tivessem parado no longa-metragem estrelado por Halle Berry (X-Men e John Wick 3: Parabellum).
Um dos maiores problemas eram os comandos de luta, que eram executados pelo direcional do DualShock 2. Se por um lado ele já parece confuso no conceito, na hora de executar se tornava pior ainda e deixou muita gente frustrada.
Imagine o hype que surgiu quando anunciaram Dragon Ball Z: Sagas (2005), um jogo de ação e aventura em mundo semiaberto com Goku e seus amigos. Se a franquia Budokai já era um sonho, esse teve tudo para dar certo. Porém, ele errou feio em quase tudo.
Lento e repetitivo, ele cansou muita gente antes mesmo de chegar aos arcos mais avançados da batalha dos Guerreiros Z contra as grandes ameaças. Para completar a somatória, os combates eram monótonos e seus gráficos inferiores aos das demais linhas que adaptavam o anime.
Outra pérola da Electronic Arts, a ideia era questionar: “e se misturássemos Os Simpsons com Tony Hawk’s Pro Skater?”. A partir disso, nasceu The Simpsons Skateboarding (2002) — um acidente mais grave do que fazer um backflip errado em queda livre.
As vozes dos personagens se repetiam em um intervalo de poucos segundos, a física do título estava quebrada e era tecnicamente impossível realizar as manobras de forma fluida. Na prática, o espírito do esporte sequer estava presente na experiência e ele ficou enterrado desde então.
Ainda que muitas adaptações sejam boas, a maioria delas era um verdadeiro tiro do pé (ou soco na cara, neste caso). Fight Club (2004) queria levar ao PlayStation 2 os eventos vistos no filme Clube da Luta (1999), mas foi a nocaute sem sequer aproveitar o sucesso da produção original.
As mecânicas de luta eram terríveis, extremamente travadas e seu único atrativo era apresentar o raio-X de ossos quebrados durante as batalhas — algo que foi mais bem utilizado pela franquia Mortal Kombat. Além disso, sua própria existência implica que os executivos não compreenderam a mensagem anti-capitalista da obra original.
Quem viveu os anos 2000 e não pensa em “Inner Circle”, de Bob Marley, quando vê algo da franquia, precisa voltar no tempo para viver aquela época corretamente. Bad Boys: Miami Takedown (2004) adaptava os eventos do filme Bad Boys II (2003) — com a presença ilustre dos personagens de Will Smith (MIB: Homens de Preto e Eu, Robô) e Martin Lawrence (Vovó…Zona e Loucuras na Idade Média).
No entanto, o jogo de tiro não conseguiu os direitos de imagem dos atores e teve de criar algo extremamente genérico para manter o seu lançamento. Além disso, há críticas fortes por seus gráficos, pela jogabilidade horrível e pela IA dos NPCs ser pior do que a vista em jogos independentes.
Apesar da seleção, há outros terríveis que merecem ser mencionados — como Jaws Unleashed (perdão, fãs), Backyard Wrestling: Don’t Try This at Home, Driv3r, Tomb Raider: The Angel of Darkness e Trigger Man.
Eles estão bem longe dos 20 melhores jogos de PlayStation 2, por exemplo, mas ainda assim merecem ser lembrados (para que suas tragédias nunca mais se repitam). Os piores e mais odiados são:
Bad Boys: Miami Takedown
Fight Club
The Simpsons Skateboarding
Dragon Ball Z: Sagas
Catwoman
Marvel Nemesis: Rise of the Imperfects
RoboCop
Gravity Games Bike: Street Virt Dirt
Crazy Frog Racer
Charlie’s Angels
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