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Pesquisadores do Ulsan National Institute of Science and Technology (UNIST), na Coreia do Sul, criaram um novo material que utiliza a diferença de temperatura entre a pele e o ar para gerar energia. A tecnologia pode ser usada futuramente em smartwatches com “bateria infinita”, entre outras aplicações.
O sistema pode gerar 1,03 V para cada 1°C de diferença de temperatura, e foi capaz de alimentar uma lâmpada LED com uma distinção térmica de apenas 1,5 °C.
Para alcançar esse resultado, a equipe conseguiu equilibrar íons positivos e negativos para maximizar a densidade e o fluxo iônico, superando barreiras anteriores de eficiência.
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Por isso, o material registrou um aumento de 70% no valor ZTi, que mede a eficiência de um material para aplicações termelétricas. Trata-se do índice mais alto já alcançado em materiais iônicos.

Além do potencial para independência energética em smartwatches, que dispensaria recargas na tomada, a tecnologia promete promover sustentabilidade ao reduzir a dependência de baterias de íons de lítio.
A inovação ainda pode ser aplicada em pulseiras fitness e adesivos médicos, já que manteve 95% da capacidade de forma consistente durante um período de testes de dois meses em ambiente interno.
Sobre a versatilidade do projeto, o professor e líder da pesquisa, Jang Sung-yeon, ressaltou que o material desenvolvido é “fino e flexível, permitindo que seja facilmente fixado ao corpo ou a superfícies curvas”.
Pesquisadores chineses também se dedicam à geração de energia com base na diferença de temperatura da pele, com uma pesquisa da Queensland University of Technology (QUT), em Brisbane, Austrália. Liderado pelo Dr. Zhi-Gang Chen, o trabalho tem foco em aumentar eficiência e flexibilidade.
A tecnologia utiliza um filme termoelétrico flexível (F-TED) composto de telureto de bismuto, material comum em resfriamento eletrônico, mas com uma nova abordagem estrutural.
O novo método melhorou o desempenho do material em 34 vezes comparado às tecnologias anteriores.
Portanto, além de gerar energia através do calor corporal captado pela pulseira do relógio, a tecnologia possui uma dupla função que pode ajudar a resfriar componentes eletrônicos, e prevenir superaquecimento em tarefas avançadas.
Por enquanto, as tecnologias ainda estão em fase prévia de testes. Por isso, não há uma previsão concreta em relação a quando elas serão implementadas em produtos com comercialização em massa.
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