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Um grupo de associações de caminhoneiros autônomos decidiu se mobilizar em prol de uma greve em protesto contra a alta do preço do diesel. A decisão foi tomada em reunião realizada em Santos (SP), nesta segunda-feira (16/3).
Os caminhoneiros relataram ao JOTA haver disposição para uma paralisação centrada nos principais portos do país. O movimento, porém, não tem caráter nacional, pelo menos até o momento, e está focado em associações locais.
Os líderes buscam mobilizar as entidades locais para verificar a adesão e, se houver apoio, marcar a data do protesto. A avaliação é de que ainda é cedo para saber se o movimento terá adesão nacional e qual será sua duração. Alguns grupos falam em parar já na quarta-feira (18/3).
Na avaliação de lideranças ouvidas pelo JOTA, as medidas do governo federal para reduzir o preço do combustível foram insuficientes para conter a alta nas bombas. Elas reclamam também de que o piso mínimo do frete não estaria sendo cumprido e cobram fiscalização federal. O pagamento mínimo é calculado considerando os custos do transporte, o que inclui o combustível. Porém, o valor não estaria sendo efetivamente pago pelas empresas aos transportadores. Outra demanda é a aposentadoria especial para caminhoneiros.
“De fato, com as condições que estamos tendo hoje, com os aumentos no preço do combustível, não tem como manter o transporte rodando. Vamos fazer reuniões com as entidades Brasil afora para que todos estejam alinhados”, disse Wallace Landim, o Chorão, presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava).
Lideranças dizem ainda que a tributação sobre a exportação desagradou o grupo. “O governo tem que se mexer, tem que ser mais solícito. Do que me adianta tirar o PIS/Cofins e colocar o preço de exportação lá em cima?”, reclamou Romero Costa, diretor do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Santos (Sindicam-Santos).
A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que reúne diversas entidades autônomas locais, confirma a reunião em Santos, mas diz que o movimento não tem caráter oficial dentro da categoria.
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“Até o momento, nenhuma entidade filiada comunicou formalmente à CNTA qualquer deliberação ou organização de paralisação. As informações que temos são apenas informais, indicando a realização de uma reunião de caráter regional no estado de São Paulo, ainda sem definição oficial. Dessa forma, até agora, não temos mobilização dentro do sistema sindical da CNTA que indique adesão ou organização de greve por parte da categoria”, disse, por meio de nota, nesta terça-feira (17/3).