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Mais de 11,4 milhões de pessoas passam diariamente por dezenas de milhares de viagens, ruas e avenidas da cidade de São Paulo. A vida na maior metrópole da América Latina não pára nem um minuto — seja para quem mora, ou para quem dá só uma passadinha na Terra da Garoa. Aliás, os visitantes convidados com uma parte vital da cara da cidade.
O turismo representa 10% do PIB do município e gera 2,3 milhões de empregos, de acordo com dados da Secretaria Municipal da Cultura. Por dia, o setor fatura mais de R$ 45 milhões, segundo dados da Fecomercio e do Observatório de Turismo e Eventos de São Paulo.
Os desafios para ampliar o turismo em São Paulo começaram a ser discutidos nesta segunda-feira (30), na 2ª Conferência Internacional de Turismo (Confetur).
O evento, promovido pela Secretaria Municipal de Turismo, acontece entre os dias 30 e 31 de outubro, no WTC Events Center, na Zona Sul da cidade, e é aberto ao público.
O tema central da conferência é “São Paulo: Turismo para todo o mundo” e um dos principais tópicos discutidos é o chamado “Turismo 360”. A ideia é fomentar uma atividade para além dos negócios e mostrar que existem opções por todos os lados e para todos os públicos.
Em entrevista à CNN, o secretário municipal do Turismo, Rodolfo Marino, disse que aposta no turismo interno para quem já vive na cidade, mas principalmente no turismo de entretenimento. “A Secretaria de Turismo e a SPTuris em conjunto já fizeram a gestão de mais de 2.600 eventos no ano. São eventos pequenos, eventos para 400 pessoas, eventos para 2 mil pessoas. A Virada Cultural, por exemplo, levou mais de 4 milhões de pessoas pra rua. Então, esse turismo de entretenimento é o grande gerador de renda e emprego no município”, diz.
Os turistas que visitam São Paulo já perceberam que podem fazer parte de mais um público. É o caso de quem vem a São Paulo para negócios e acaba ficando para curtir o pós-expediente, como explica o coordenador de Estudos e Pesquisas da Embratur, Fábio Montanheiro.
“Você vai ver que, por exemplo, a ocupação hoteleira de dez anos atrás foi dividida assim: durante uma semana você teve aproximadamente 55 a 60% de ocupação e nos finais da semana 25 a 29%. Hoje você tem uma ocupação hoteleira nos finais de semana acima de 45,50%, ou seja, você tem turistas de lazer vindo aproveitar os eventos da cidade, toda a estrutura de atrativos. E você tem os turistas de negócios que estendem sua permanência para aproveitar tudo o que a cidade tem para oferecer”.
Um dos destaques da cidade para os turistas é a gastronomia. De acordo com a Secretaria Municipal de Relações Internacionais, existem atualmente cerca de 30 mil bares e 20 mil restaurantes na cidade.
Um dos estabelecimentos é de Denis Rezende, proprietário do “Café Jornal”, há mais de duas décadas, o empresário defende que o turismo seja adaptado, à medida em que o perfil dos visitantes muda. “Shows, eventos, os museus, na verdade, trazendo grandes atrações e tudo isso vai acabar tracionando também pros restaurantes, pra isso, pra aquilo. Então, é uma questão 360”, diz.
Há 16 anos, o restaurante faz parte do Brasil Restaurant Week, que já passou por pelo menos 30 cidades e oferece menus especiais a preços acessíveis.
O idealizador do projeto, Fernando Reis, explica que São Paulo é uma cidade que mais vende cardápios e que o turismo gastronômico tem se intensificado.
“A Restaurant Week tem o objetivo de fomentar o segmento, democratizar a boa gastronomia com cunho social. E, indiscutivelmente, São Paulo segue o mesmo caminho que Nova York, onde foi criada a Restaurant Week”, conta.
Para a apresentadora do CNN Viagem e Gastronomia, Daniela Filomeno, uma culinária em São Paulo está diretamente ligada à cultura e ao turismo. “São Paulo já é uma capital gastronômica inclusiva da América Latina, mas tem muito potencial para crescer no mundo. A gente recebe muitos turistas em busca da nossa gastronomia, cultura e arte também. E o que você ganha com esse turismo gastronômico? Inclusão, fomenta a economia e você também tem esse avanço cultural que, pro Brasil, é tão importante”, finaliza.
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