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Conforme observado nos últimos meses, não apenas a Solana, mas os projetos desenvolvidos na plataforma de contratos inteligentes passam por constantes problemas. Só para exemplificar, em julho deste ano (2022), o protocolo de rendimento Nirvana Finance passou por um ataque que apresentou um prejuízo de US$3,5 milhões para o projeto.
Para realizar o feito, o atacante utilizou empréstimos flash, manipulou e drenou os pools de liquidez do protocolo. Como resultado, o preço do token do protocolo, ANA, perdeu mais de 80% de sua capitalização de mercado. A stablecoin do projeto, NIRV, também passou por um colapso que fez com que a mesma caísse para US$0,08, no momento da escrita do artigo.
Em suma, o Nirvana Finance nasceu para permitir que seus usuários ganhassem rendimentos em proporção com os tokens que deixassem bloqueados no ecossistema. A promessa do protocolo era um retorno anual de 100%, que seria garantido com a criação ou destruição de tokens, de acordo com a demanda dos utilizadores.
OptiFi, também no blockchain da concorrente do Ethereum, fechou sua plataforma de rede principal em um erro de programação, bloqueando US$661.000 em USDC, stablecoin lastreada no dólar americano. Isso porque cometeu um erro quando tentou atualizar seu código de programa. Nesse sentido, em vez de uma atualização padrão, a OptiFi acidentalmente usou o comando “solana program close”.
Esse erro levou ao fechamento permanente da plataforma na rede principal, de acordo com a postagem no blog da OptiFi. Embora os fundos não sejam recuperáveis, a plataforma informou que devolverá todos os depósitos dos usuários. Além disso, se comprometeu em liquidar as posições manualmente na sexta-feira. O tempo estimado do processo será de duas semanas.
No entanto, é importante apontar que a liquidez da OptiFi ainda estava centralizada. Segundo o tweet compartilhado pelo projeto, 95% do valor total bloqueado é de um dos membros da equipe. Ou seja, os clientes do projeto tinham depositado “apenas” US$33.000.
Em resumo, a OptiFi foi desenvolvida pela Solana e a Serum. O projeto se intitula como o primeiro derivativo DEX com uma abordagem de margem baseada em portfólio e mecanismo de liquidação parcial. O produto Portfolio Margining permite aos usuários compensar o risco geral da carteira para aumentar a eficiência do capital, e as Liquidações Parciais garantem liquidação e preços justos para todos os usuários.