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Analisar, estudar e definir objetivos é o primeiro passo para organização e independência financeira
Um dos maiores desafios do mundo moderno é conseguir organizar as finanças de modo que todas as despesas do mês sejam contempladas e ainda sobre algum montante para ser reservado. Em cenários de instabilidade econômica esse desafio é ainda maior. Com sorte existem métodos e ferramentas para mitigar e contornar esses problemas. Entre eles, uma das principais ferramentas é o planejamento financeiro que, se feito de maneira eficiente, pode ajudar a diminuir gastos, aumentar renda e criar reservas para planos de curto e longo prazo.
O que é planejamento financeiro? E por que é tão importante planejar?
O planejamento financeiro é uma forma de pensar e de organizar as finanças, sejam elas pessoais ou da família, para que, ao final do mês, nada fique de fora, nenhuma conta seja negligenciada ou que sejam pagos juros por atrasos nos pagamentos.
O planejamento financeiro funciona da mesma forma que planejar uma viagem, é preciso primeiro definir um objetivo (destino da viagem), a forma como será feita a viagem, por carro, avião, ônibus etc., em quanto tempo a viagem será feita, lugares visitados, restaurantes etc. Imprevistos podem acontecer e se não houver um planejamento a viagem terá que ser adiada ou pode acabar por ser mais cara que o imaginado, com a vida financeira acontece a mesma coisa.
Planejamento em modalidades e passo a passo
Para planejar as finanças de forma clara e objetiva é preciso, primeiro, estabelecer quais são os gastos mensais recorrentes essenciais (mercado, contas de água, luz, internet, aluguel, seguro do carro, escola das crianças etc), quais os gastos mais supérfluos (delivery, academia, streamings entre outros) e qual é a entrada de dinheiro disponível para o mês.
Depois de definidos os gastos e ganhos do mês, podemos focar em planejar o futuro, o planejamento financeiro pode ser dividido em metas de três tipos: curto, médio e longo prazo.
Metas de curto prazo são aquelas que podem ser cumpridas dentro do período de um ano, como realizar uma viagem curta, quitar algumas dívidas ou montar uma reserva de emergência.
Metas de médio prazo podem ser consideradas aquelas que podem levar entre um e cinco anos para serem completadas, como trocar de carro, fazer uma graduação, planejar um casamento e lua de mel, reformar a casa etc.
Já as metas de longo prazo têm uma duração média superior a cinco anos de planejamento e podem englobar objetivos como comprar um imóvel, contribuir com uma aposentadoria, financiar os estudos dos filhos para o futuro, entre outros.
Durante o planejamento é preciso entender quais são as prioridades para cada prazo e estabelecer um valor mensal a ser aportado para cada objetivo. Muitos especialistas chamam essa prática de “Boleto Objetivo”, para encarar o planejamento como uma conta a ser paga como todas as outras e não ficar no pensamento de “investir o que sobrar de dinheiro”, pois é muito mais difícil criar uma disciplina financeira dessa forma.
Práticas para cumprir o planejamento financeiro
Para cumprir os objetivos estipulados o mais importante é criar disciplina e fazer escolhas conscientes. O ponto de partida é criar uma reserva de emergência (o ideal é conseguir guardar dinheiro suficiente para cobrir, pelo menos, seis meses de gastos caso aconteça algum imprevisto como, por exemplo, desemprego).
Com uma reserva de emergência criada é hora de focar nos cortes de gastos supérfluos, analisar os gastos que podem ser diminuídos ao longo do mês (ao invés de gastar com balada todos os finais de semana, focar em semanas alternadas, diminuir a quantidade de delivery, fazer compras de mercado em atacado para economizar ao longo do tempo etc).
Por fim, depois do planejamento, vale a pena estudar e conhecer os produtos de investimentos disponíveis no mercado para os objetivos a médio e longo prazo. Alguns podem preferir investimentos de longo prazo como CDBs e aplicações no Tesouro Direto, outros podem preferir alternativas tradicionais, como os títulos de capitalização, e alguns podem arriscar as aplicações em rendas variáveis, como ações e fundos imobiliários.
Vale ressaltar que é extremamente importante estudar a fundo e entender o que é título de capitalização, como funcionam rendas variáveis e quando vale a pena escolher um CDB, ou até mesmo se consultar com um profissional assessor de investimentos que pode ajudar a criar carteiras de investimentos para atender melhor cada realidade e cada objetivo escolhido, evitando escolhas feitas por impulso ou falta de informação.