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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta terça-feira (9) a condenação dos seis integrantes do chamado Núcleo 2, grupo apontado como responsável por ações fundamentais na tentativa de manter Jair Bolsonaro indevidamente na Presidência após a derrota nas eleições de 2022. Para o PGR, os réus desempenharam um papel “decisivo” na articulação contra o Estado Democrático de Direito.
Durante sua manifestação no Supremo Tribunal Federal, Gonet detalhou a participação de cada acusado e afirmou que todos aderiram às práticas criminosas descritas na denúncia.
“Os denunciados nesse processo aderiram aos propósitos ilícitos”, declarou.
Logo no início de sua fala, o procurador-geral destacou o plano Punhal Verde Amarelo, documento revelado pelas investigações e que descrevia passo a passo um projeto de tomada de poder. O texto mencionava inclusive o assassinato do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, do vice eleito Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Segundo Gonet, o general Mário Fernandes — um dos réus — admitiu perante a Justiça ser o autor do plano.
“O fato de o então secretário executivo da Presidência da República confessar abertamente em juízo que concebeu o plano homicida e o imprimiu no Palácio do Planalto confirma que os fatos narrados na denúncia retratam a realidade”, afirmou.
A acusação também responsabilizou o grupo por mobilizar a Polícia Rodoviária Federal (PRF) no dia do segundo turno das eleições, numa operação que teria dificultado o deslocamento de eleitores, especialmente em regiões onde Lula obtivera melhor desempenho na primeira etapa do pleito.
Outro ponto atribuído ao Núcleo 2 é a elaboração da chamada “minuta do golpe”, um esboço de decreto que seria assinado por Bolsonaro para intervir na Justiça Eleitoral e impedir a posse do presidente eleito. O texto previa ainda a prisão de Moraes, então presidente do TSE, e a ocupação da sede da Justiça Eleitoral por forças militares.
Todos respondem por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
As defesas, ao longo do processo, negaram o envolvimento de seus clientes e acusam a PGR de não reunir provas suficientes para sustentar uma condenação. Após a manifestação de Gonet, os advogados dos réus passaram a apresentar seus argumentos na Primeira Turma do STF, onde o caso é julgado.
O Supremo já condenou 24 pessoas relacionadas à trama golpista, pertencentes aos núcleos 1 — liderado por Jair Bolsonaro —, 3 e 4.
O Núcleo 5 inclui o réu Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura João Figueiredo. Ele vive nos Estados Unidos e ainda não tem data marcada para julgamento.
Com informações da Agência Brasil
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