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Conhecido popularmente como um “papel digital” inofensivo, o PDF pode muito bem ser um lobo em pele de cordeiro. Isso porque, embora a maioria das pessoas acreditem que ameaças digitais só vêm de arquivos “.zip” ou “.exe”, um PDF possui a credibilidade perfeita para que criminosos criem armadilhas mais convincentes.
A grande questão por trás do PDF é que, apesar de parecer um simples documento, esse tipo de arquivo é bastante complexo, já que possibilita o carregamento de scripts, links, formulários e até mesmo outros arquivos executáveis embutidos.
Diante disso, o PDF surge, na visão dos hackers, como uma porta de entrada ideal para disseminar golpes, principalmente devido ao teor de confiança que esses documentos transmitem para o usuário acostumado a vê-los no ambiente de trabalho ou em instituições escolares.
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Logo, manter-se atento para possíveis armadilhas na sua caixa de entrada pode ser o fator decisivo na hora de se livrar de uma fraude digital. O Canaltech explica a seguir o que exatamente você encontra em PDFs comprometidos, quais são os sinais de alerta e o que você pode fazer para se certificar de que não está diante de um golpe.

Em linhas gerais, um PDF malicioso pode conter diversos elementos comprometedores que vão gerar inúmeros prejuízos para o seu dispositivo e para o seu bolso, caso os hackers estejam atrás do seu dinheiro (o que ocorre na grande maioria dos casos).
Uma das táticas mais usadas pelos golpistas é o link camuflado, que vem por meio de campanhas de phishing. Geralmente, o documento pode vir com um botão vermelho gigante que grita um “VER NOTA FISCAL” ou “PAGUE AGORA”, induzindo o usuário a clicar ali para ser redirecionado a uma página falsa que rouba dados pessoais.
Outro perigo encontrado em PDFs é o JavaScript embutido. Pode até parecer complexo demais para um “papel digital”, mas hackers conseguem implementar JavaScript no arquivo para explorar falhas do Adobe Reader ou acionar a instalação de malware no dispositivo.

Também há registros de casos que usam engenharia social visual para enganar a vítima. Aqui, o PDF aparece com uma imagem borrada com um alerta de que, para visualizar o conteúdo protegido, é necessário clicar em um botão de “permitir” ou fazer o login. A estratégia induz a vítima a conceder permissões de segurança para que o sistema seja corrompido.
Agora que você já sabe o que um PDF malicioso pode esconder, chegou o momento de conhecer uma das medidas preventivas mais efetivas contra ameaças do tipo: o teste do mouse.
Nunca esquecendo de que você não deve, em hipótese alguma, sair clicando em qualquer link que aparecer na sua frente, basta passar o mouse sobre os links ou botões para verificar qual é a verdadeira URL do que chegou até você em anexo por e-mail, por exemplo.
Dessa forma, se o texto diz que ele vem do Dropbox, mas quando você paira o mouse em cima do botão aparece um link completamente diferente, como “bit.ly” ou “vercel.app”, é golpe na certa.
Vale prestar atenção ainda para o endereço completo, porque os hackers podem substituir caracteres para enganar a vítima desatenta. Então, caso o link real seja “dropbox.com”, mas ele aparece como “dropb0x.com”, então você está diante de uma fraude e jamais deve clicar ali.

Para além do teste do mouse, existem outras ferramentas disponíveis para analisar se o PDF recebido é realmente legítimo. Esses recursos são usados por vários profissionais para garantir a privacidade e a integridade de processos internos, servindo como uma mão na roda para barrar golpes antes que o pior ocorra.
Um dos mais eficientes é o VirusTotal, um site que faz uma inspeção rigorosa de documentos e links gratuitamente com base em mais de 70 antivírus. O processo é feito de maneira simultânea para detectar possíveis elementos maliciosos no arquivo ou URL, revelando ao usuário se há chance de aquilo ser “phishing” ou um “trojan-downloader”, por exemplo.
Mais uma ferramenta que faz a diferença durante esse processo de verificação é o Dangerzone. Popular entre jornalistas investigativos, o site consegue transformar um PDF malicioso em um arquivo seguro a partir da conversão do documento em imagem, eliminando scripts ou links comprometidos.
Imagine que chegou um e-mail na sua caixa de entrada com um anexo em PDF que aponta para uma cobrança urgente. Com medo de que aquilo seja real, você quer se certificar de que a solicitação é verdadeira. O que fazer, então, para não cair em um golpe?
Caso você realmente fique com a pulga atrás da orelha para saber o que realmente está contido naquele PDF, uma dica segura é abrir o documento no Google Chrome ou no Microsoft Edge, evitando usar o Adobe Reader, já que o recurso pode estar desatualizado e conter brechas de segurança.

Nos navegadores modernos, existe uma sandbox mais robusta que consegue isolar o PDF do Windows. Isso significa que, caso o arquivo tenha vírus, é mais difícil que ele escape do navegador para infectar o sistema.
Para manter a integridade das suas atividades online, principalmente no ambiente de trabalho, vale prestar atenção a alguns sinais de alerta que podem indicar que você está diante de um PDF comprometido. Veja a seguir três alertas vermelhos que sugerem a possibilidade de golpe:
Além dessas medidas de segurança, você também pode se policiar para pensar racionalmente antes de qualquer ação, mesmo que a mensagem afirme que você precisa visualizar com urgência um contrato, pare e pense: você chegou a solicitar um contrato? Se a resposta for não, então é golpe.
No caso do sim, vale prestar atenção nos sinais exemplificados aqui, além de se certificar sempre de que está diante de algo verdadeiro. Todo cuidado é pouco quando navegamos pela internet.
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