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Quem costuma pesquisar carros usados ou acompanha fóruns automotivos já deve ter se deparado com o termo “carro lasanha”. Nem todo mundo, porém, sabe o porquê de a tradicional e deliciosa iguaria italiana ter se transformado em apelido para certos veículos.
Apesar do nome curioso, o significado não é nada apetitoso. O termo “lasanha”, quando aplicado ao mundo autommotivo, é direcionado aos carros que têm muitas histórias para contar e incontáveis visitas aos funileiros.
Por terem recebido durante anos a fio muitas camadas de massa e de tinta na carroceria, a gíria lasanha casa perfeitamente com esses carros..Afinal, assim como uma lasanha, que tem várias camadas, esse tipo de carro costuma esconder uma série de “remendos” ao longo do tempo.
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Um carro passa a ser considerado “lasanha” quando acumula intervenções de baixa qualidade ou manutenção negligenciada. Isso pode incluir desde peças paralelas mal instaladas até adaptações improvisadas para manter o veículo funcionando.

Outro fator comum é o histórico de sinistros. Carros que já sofreram acidentes graves e foram recuperados sem o devido padrão técnico entram facilmente nessa categoria. Em muitos casos, a estrutura do veículo fica comprometida, mesmo que a aparência externa esteja em bom estado (o que não é o caso do carro da foto acima, né?).
Nem sempre é fácil reconhecer um carro “lasanha” à primeira vista. Por isso, alguns sinais ajudam a evitar problemas. Diferenças de tonalidade na pintura, desalinhamento de peças e ruídos incomuns podem indicar histórico de reparos.

A parte mecânica também merece atenção. Vibrações excessivas, dificuldade nas trocas de marcha e falhas elétricas são indícios de manutenção irregular. Um teste de rodagem mais longo costuma revelar defeitos que não aparecem em uma avaliação rápida.
Apesar de todos os problemas citados acima, muita gente ainda pode estar se perguntando se vale a pena comprar um carro “lasasnha”. E resposta depende do perfil do comprador. Para quem entende de mecânica e está disposto a investir tempo e dinheiro, um carro com esse histórico pode até ser recuperado. Nesses casos, o preço mais baixo pode compensar.

Por outro lado, para quem busca um veículo confiável para o dia a dia, a recomendação é evitar. Os custos com manutenção corretiva podem superar rapidamente qualquer economia feita na compra. Afinal, no frigir dos ovos, o carro “lasanha” é aquele que parece um bom negócio à primeira vista, mas exige atenção redobrada
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