Números do Datafolha mostram cenário sombrio para Haddad em SP

Não foram bons para Fernando Haddad (PT) os resultados da mais recente pesquisa Datafolha. A liderança folgada de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o fato de o ministro da Fazenda ser o mais bem posicionado entre os nomes do campo lulista em São Paulo criam um cenário nebuloso para ele na disputa pelo governo do estado. O petista está emparedado entre a difícil missão de vencer a eleição e o dever partidário e pessoal de ajudar Lula no maior colégio eleitoral do país.

Quem o conhece bem, diz ter certeza de que ele acredita na possibilidade de vitória e jamais entrará na disputa para perder. Lula pensa de maneira semelhante, apostando que uma chapa capaz de furar a bolha da esquerda no estado pode levar o PT pela primeira vez ao Palácio dos Bandeirantes. O otimismo, por ora, termina aqui.

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Resumida, a mais recente pesquisa Datafolha para o governo paulista mostrou aquilo que os dirigentes petistas comentam em suas conversas reservadas (algumas nem tanto): Haddad dará um forte palanque para Lula, mas segue favorito para perder.

Segundo o Datafolha, no cenário estimulado com cinco nomes no primeiro turno (margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos), Tarcísio lidera com 44% das intenções de voto. Haddad marca 31%. Quando o petista é substituído por Geraldo Alckmin (PSB), o atual governador tem 46% contra 26% do vice-presidente.

Uma análise fria desses números mostra que o ministro da Fazenda é o mais competitivo, para a sorte de Alckmin, que já governou o estado por quatro mandatos e deseja permanecer como vice. No entanto, a diferença de largada entre Tarcísio e Haddad é de 13 pontos, difícil de ser reduzida em uma campanha eleitoral que começa a se mostrar cada vez mais complicada para a esquerda no âmbito nacional.

Em outros termos, o principal cabo eleitoral de Haddad, o presidente Lula, também não recebeu boas notícias da rodada de pesquisas do Datafolha, pois está empatado com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas simulações de segundo turno. Outro ponto extremamente preocupante para o ministro da Fazenda: a avaliação da gestão Tarcísio é considerada ótima ou boa por 45% dos paulistas. Em abril de 2025, a mesma porcentagem era de 41%.

Para tornar o cenário ainda mais sombrio, a taxa de rejeição de Haddad é de 38%, a mais alta entre os testados e, quando o Datafolha simula o segundo turno na disputa paulista, fica evidente a dificuldade petista de furar a bolha: Tarcísio marca 52% a 37% contra Haddad e 50% a 39% contra Alckmin, ou seja, o ex-tucano e ex-governador tem mais chances, ainda que reduzidas, de atrair eleitores fora da órbita petista.

Portanto, Haddad caminha (alguns dizem que na prancha dos piratas) para mais uma candidatura ao governo em condições bastante adversas, com o desafio de montar uma chapa que acene ao eleitor de centro e quebre a mesmice de ideias e de propostas das candidaturas do PT ao governo paulista. Não é pouca coisa.   

Se vencer a disputa ou tiver um bom desempenho que ajude Lula a se reeleger, Haddad sairá da eleição paulista mais forte do que entrou e permanecerá como alternativa para liderar o PT no pós-Lula, um de seus sonhos, segundo seus interlocutores.

Caso a disputa se decida no primeiro turno com a reeleição de Tarcísio, Haddad terá de torcer muito para o sucesso do presidente, a quem continuará atrelado, seja por lealdade, gratidão ou compaixão de Lula.   

A pesquisa Datafolha para o governo paulista foi realizada entre os dias 3 e 5 deste mês, com 1.608 entrevistas em todo o estado de São Paulo e está registrada no TSE.

Quem entende do riscado 1

Conforme um profundo conhecedor das disputas eleitorais em São Paulo, a maior chance de Lula levar a eleição no estado para o segundo turno é estimular duas candidaturas ao governo (Haddad e mais um), especialmente se uma delas tiver perfil centrista e tirar votos de Tarcísio.

Quem conhece do riscado 2

Segundo um profundo conhecedor do PT, o partido jamais aceitará trabalhar com duas candidaturas em São Paulo. 

Sonho dourado

A possibilidade de implosão da aliança formada em torno de Tarcísio habita os pensamentos do PT. No melhor dos mundos para os petistas, Gilberto Kassab rompe com o atual governador e tira seu PSD da coligação. 

Terreno na lua?

Petistas lançaram mão de vários artifícios para convencer Haddad a concorrer ao governo. Um deles é a promessa de que ele será um “superministro” em um eventual quarto mandato de Lula, como mostrou o JOTA. A questão, diante dos resultados das mais recentes pesquisas, é saber se haverá mesmo um quarto mandato.

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Senado

Simone Tebet permanece com boas chances de concorrer ao Senado por São Paulo na chapa de Haddad. Em um dos cenários projetados nos bastidores da política paulista, ela poderá enfrentar Baleia Rossi, presidente de seu atual partido, o MDB, cotado para uma vaga no time de Tarcísio.

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