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Se você acreditava que sua placa de vídeo GeForce RTX servia apenas para rodar jogos ou acelerar IA, pesquisadores da Universidade de Toronto trazem um alerta: ela tem potencial de ser o ponto mais fraco da segurança de seu PC. Um novo estudo revelou o GPUBreach, um ataque que utiliza a técnica “Rowhammer” para invadir computadores através da memória de vídeo.
O problema não está em um erro de programação comum, mas sim em uma limitação física das memórias GDDR6 presentes nas placas da NVIDIA. Ao acessar repetidamente certas linhas de memória, o ataque causa uma interferência elétrica que inverte dados em linhas vizinhas.
Essa pequena oscilação permite que hackers burlem proteções de hardware fundamentais, como o IOMMU, que deveria isolar a placa de vídeo do restante do sistema. Na prática, um invasor consegue sair de uma área restrita e ganhar privilégios de administrador, assumindo o controle total do PC ou servidor.
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Placas da linha GeForce RTX, mais especificamente as séries 20, 30 e 40 são vulneráveis por usarem GDDR6. As RTX 50 e GPUs mais recentes que usam memória HBM não correm riscos. Como a maioria dessas placas não possui memória ECC (Código de Correção de Erros), elas não conseguem detectar ou corrigir as inversões de bits causadas pelo ataque.
Em servidores onde várias máquinas virtuais compartilham a mesma GPU, o GPUBreach pode permitir que um usuário roube dados de outro ou comprometa todo o servidor host, afetando gigantes como Amazon, Google e Microsoft. Por isso, as gigantes da tecnologia já foram notificadas pelos pesquisadores, já que existe a possibilidade de uma exploração da vulnerabilidade.
A NVIDIA recomenda manter os drivers atualizados e, em placas profissionais, ativar o modo ECC. Embora o ataque seja complexo de executar e dificilmente atingirá você em sua casa, ele prova que a barreira entre placa de vídeo e sistema operacional não é mais impenetrável.
Leia a matéria no Canaltech.