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A SoulCode, edtech brasileira focada em educação digital, lançou o SoulCode Kids, uma plataforma voltada a estudantes entre 7 e 14 anos que combina lógica de programação, matemática e introdução à inteligência artificial (IA) com uma abordagem gamificada.
Antes do lançamento oficial, a solução atendeu mais de 285 crianças e adolescentes por meio de parcerias com a Fundação Crescer Criança, o Instituto Verdescola (SP) e a Associação Casa da Criança Maria Antônia (MG).
O projeto parte de um dado preocupante do ensino básico no país: apenas 5% dos alunos brasileiros têm aprendizado adequado em matemática, segundo levantamento da ONG Todos Pela Educação em parceria com o Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede).
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O SoulCode Kids funciona como reforço escolar em disciplinas que exigem raciocínio lógico e introduz conceitos de programação e desenvolvimento web de forma progressiva.
A plataforma conta com um tutor de inteligência artificial para auxiliar o educador durante as aulas e utiliza a gamificação para estruturar desafios, acompanhar o desempenho e estimular a evolução dos alunos.
Todas as atividades ocorrem em um ambiente digital fechado, com proteção de dados e regras claras de uso.
Um dos aspectos práticos do modelo é que os professores não precisam ter formação técnica em tecnologia. Antes do início das aulas, eles recebem treinamento, planos de aula e vídeos explicativos para aplicar o conteúdo com autonomia.
“Com o SoulCode Kids, as crianças demonstraram muita facilidade em aprender programação, porque a plataforma proporciona uma interação constante e divertida”, afirma o professor de tecnologia da Fundação Crescer Criança, Robson Alves.
O diretor-geral e cofundador da SoulCode, Fabricio Cardoso, aponta que a iniciativa vai além do aspecto pedagógico. “Investir em educação digital é ampliar os horizontes educacionais das crianças, despertando talentos, promovendo o pensamento crítico e fortalecendo o exercício da cidadania desde cedo”, diz o executivo.
Já o consultor e também cofundador da empresa, Silvio Genesini, destaca o alcance social da proposta. Segundo ele, inserir a formação digital nos primeiros anos escolares cria condições para que crianças de diferentes realidades tenham acesso ao conhecimento tecnológico — o que, na visão da empresa, contribui para reduzir desigualdades no longo prazo.
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