Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124


Os “Termos de Uso” do Copilot classificam o assistente de inteligência artificial (IA) da Microsoft como uma ferramenta voltada exclusivamente para fins de entretenimento.
O documento, atualizado em outubro de 2025 mas que veio à tona na última semana, instrui os usuários a não confiarem no Copilot para decisões importantes e deixa claro que qualquer uso é feito por conta e risco do próprio usuário.
As afirmações, publicadas no site oficial da Microsoft, contrastam com o posicionamento comercial da empresa.
–
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
–
O Copilot está integrado ao Windows 11, é oferecido como ferramenta central do pacote Microsoft 365 corporativo e nomeia uma linha inteira de computadores, os Copilot+ PCs.
O trecho está na seção de avisos dos Termos de Uso e afirma que o Copilot pode cometer erros e funcionar de forma diferente do esperado. O texto também deixa os usuários como únicos responsáveis por qualquer consequência de publicar ou compartilhar respostas geradas pela ferramenta.
Vale destacar que essa cláusula se aplica exclusivamente ao Copilot gratuito, o chatbot acessível sem assinatura. O Microsoft 365 Copilot e outras versões pagas têm termos próprios, que também incluem recomendações para verificar as respostas da IA, mas sem a classificação de “entretenimento”.
Após o assunto repercutir nas redes sociais, um porta-voz da Microsoft disse à PCMag que a redação do trecho é considerada linguagem antiga e que as cláusulas serão atualizadas. A empresa não informou prazo.
A situação expõe um risco prático do modelo de branding adotado pela Microsoft: usar o nome Copilot tanto para o chatbot gratuito quanto para produtos corporativos pagos faz com que um aviso legal de um produto contamine a percepção dos outros.
Esse tipo de cláusula protetora é comum no setor. OpenAI e xAI adotam linguagem semelhante em seus termos, alertando que os sistemas podem gerar informações incorretas e que os resultados não devem ser tratados como fonte única e confiável.
A diferença é que elas não usam o termo “entretenimento” para descrever suas ferramentas.
O Copilot gratuito já enfrenta baixa adesão: dados da SimilarWeb apontam que apenas 1,1% dos usuários de assistentes de IA na web escolhem a ferramenta, bem abaixo de ChatGPT, Gemini, Claude e Perplexity.
Leia a matéria no Canaltech.