Lula e Haddad querem empresário em chapa para a disputa do governo de SP

O presidente Lula e Fernando Haddad avançaram na formação da chapa que disputará o governo de São Paulo. Em conversa na quinta-feira (27/02), em Brasília, o ministro da Fazenda afirmou que deve aceitar concorrer novamente ao Palácio dos Bandeirantes desde que possa contar com aliados que possam ampliar apoios para além do tradicional campo da esquerda no estado.

Lula concordou com Haddad e sugeriu que seja replicada em São Paulo a estratégia que o levou pela primeira vez à Presidência, em 2002, quando o petista teve o empresário José Alencar (1931-2011), então no PL, como vice. O PT nunca venceu a disputa pelo governo paulista, que se mantém sob controle da centro-direita.

Um dos nomes cogitados nos bastidores é o do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que já concorreu ao governo paulista e obteve seu melhor resultado  em 2018, quando ficou em terceiro lugar e quase chegou ao segundo turno.

Se as negociações avançarem, Skaf deverá deixar o Republicanos e se filiar a algum outro partido com mais chances de integrar a coligação a ser formada em torno de Haddad em São Paulo, que deverá ter o PSB e o PSOL. 

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Segundo interlocutores de Haddad, ele e Lula avaliam que somente a formação de uma chapa que dialogue com amplos setores da sociedade poderá fazer frente ao favoritismo do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), pré-candidato à reeleição. Isso significa que o PT e seus aliados já estão buscando alternativas de nomes, especialmente para a vice, fora da chamada “bolha esquerdista” de São Paulo.

O principal desafio da eventual candidatura Haddad é conquistar votos no interior de São Paulo. Para essa missão, ele deverá contar com a ajuda do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que já governou o estado por quatro mandatos. No entanto, a ideia é que a chapa tenha um vice que também some apoios e votos nesse sentido. Ou seja, alguém que possa atrair o “eleitor de centro” ou “conservador”, na definição de um dirigente partidário.

Por ora, os demais nomes colocados à mesa são Simone Tebet, ministra do Planejamento; Marina Silva, ministra do Meio Ambiente; e Márcio França, ministro do Empreendedorismo.

Tebet, que deve deixar o MDB, é quem tem mais chances de romper a bolha petista, mas ela, com anuência de Lula, está mais inclinada a concorrer ao Senado. Assim, o PT e seus aliados deverão permanecer em busca de um perfil que possa agradar Haddad e contar com o aval de Lula para que a chapa seja definida. 

A assessoria de Haddad negou que tenha ele e o presidente Lula tenham chegado a um acordo quanto ao futuro eleitoral do ministro da Fazenda. Uma nova conversa entre ambos deve ocorrer no início de março.

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