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O setor de saúde suplementar registrou receitas totais de R$ 391,6 bilhões em 2025, com lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões – montante mais alto desde 2018, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os dados foram apresentados na tarde desta terça-feira (17/3) em webinar realizado pela reguladora.
De acordo com a ANS, a tendência de recuperação foi impulsionada principalmente pelas operadoras médico-hospitalares, que alcançaram lucro líquido de R$ 23,4 bilhões. Observou-se uma melhora geral no desempenho do setor: 73,5% dos entes regulados (731 entidades) encerraram o período com resultado líquido positivo, um aumento de 3,7 pontos percentuais em relação a 2024.
“O que temos é um resultado superior até ao período pré-pandemia (2018/2019) em todas as modalidades, exceto nas autogestões”, afirmou o representante da Gerência de Habilitação e Estudos de Mercado da agência, Washington Oliveira. Os dados mostram que mais de 80% dos beneficiários estão em operadoras que fecharam 2025 com resultado operacional positivo.
A ANS observou que a sinistralidade — principal indicador do desempenho operacional — recuou 2,1 pontos percentuais em relação a 2024, fechando em 81,7%. Este é o menor índice registrado desde 2020. “A redução ocorreu principalmente devido à recomposição das mensalidades, que superou a variação das despesas assistenciais”, explicou Oliveira.
A agência destacou também o avanço dos gastos judiciais das operadoras, que atingiram a marca de R$ 4,6 bilhões — um aumento em relação aos R$4 bilhões do ano anterior. Segundo a ANS, o aumento é condizente com as análises do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o volume de litígios no setor.