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Uma mulher de 31 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), obteve a guarda definitiva de um papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), em decisão proferida pela 2ª Vara Federal de São Carlos (SP). O juiz Guilherme Regueira Pitta levou em consideração um laudo médico, o histórico veterinário do animal e depoimentos de testemunhas para manter o papagaio, que faz parte da família há pelo menos 24 anos.
Na sentença, o juiz Pitta determinou que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) se abstenha de praticar quaisquer atos tendentes à apreensão da ave. O Ibama informou que ainda não recebeu o ofício sobre a decisão judicial, mas garantiu que “quando isso ocorrer, a decisão será cumprida“.
VÍNCULO FAMILIAR
O juiz elencou diversas razões para a decisão de manter “Lourinho” – nome dado ao animal – com a família:
“Por ocasião da audiência, o relato da autora e sua genitora demonstram verdadeira relação familiar com o animal, bem como a adaptação completa deste ao ambiente doméstico desde sua chegada. Ambas falam do animal com amor e relatam grande zelo em seus cuidados no dia a dia, além de todos os cuidados médicos quando necessário“, acrescentou o juiz Pitta.
Nos autos, o magistrado ainda mencionou o depoimento da médica veterinária que atende a ave desde 2021. O juiz afirmou que Lourinho tem na autora a figura de sua companheira de vida, havendo perigo de morte caso seja retirado do ambiente familiar.
Fonte
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