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Desenvolvedores demitidos da King, estúdio do Xbox responsável por Candy Crush, estariam sendo substituídos por ferramentas de IA que eles mesmos treinaram e desenvolveram. A informação surge poucas semanas após a demissão em massa de 9 mil funcionários promovida pela Microsoft, que impactou diretamente a divisão de games da empresa.
O jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, revelou que cerca de 200 pessoas da King foram afetadas pelos cortes. Contudo, o impacto pode ser ainda maior e mais polêmico, envolvendo a substituição de funcionários por inteligência artificial e problemas com o setor de Recursos Humanos.
Fontes confirmaram ao site MobileGamer que os cortes na King se concentraram nas áreas de gerência intermediária, UX (experiência do usuário) e redação de narrativa.
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Segundo a reportagem, 50 pessoas da equipe de Farm Heroes Saga, sediada em Londres, foram demitidas. A demissão inclui parte da liderança, que já entrou em licença remunerada antes da saída oficial, prevista para setembro.

Parte desses profissionais demitidos foi responsável por desenvolver e testar ferramentas de IA para realizar suas funções e, agora, estaria sendo efetivamente substituída por elas.
“A maior parte da equipe de level design foi eliminada, o que é insano, já que passaram meses construindo ferramentas para criar fases mais rapidamente”, disse um funcionário à reportagem do MobileGamer. “Agora, essas ferramentas de IA estão basicamente substituindo as equipes. Da mesma forma, o time de redação está sendo completamente desmontado, pois agora temos ferramentas de IA que esses próprios redatores ajudaram a criar.”
“O fato de ferramentas de IA estarem substituindo pessoas é absolutamente nojento, mas tudo gira em torno de eficiência e lucros, mesmo com a empresa indo muito bem”, desabafou outro funcionário, que apontou a boa performance da companhia como uma contradição diante dos cortes.
Fontes relatam que o número de demitidos pode ultrapassar 200, com cortes nos estúdios de Londres, Barcelona, Estocolmo e Berlim, além da redução de equipes centralizadas, como as de Pesquisa e Controle de Qualidade (QA). “Se um recurso é centralizado, ele está sendo cortado ou transferido para as equipes de produção”, afirmou uma fonte.
O setor de Recursos Humanos (RH) da King também foi duramente criticado. Alguns colaboradores alegam que estão se tornando alvos do departamento por demonstrarem insatisfação internamente. “O RH da King é uma bagunça total e tem sido assim há anos”, disse outra fonte. “É um exemplo extremo de um departamento de RH cuja função é proteger a empresa, e não os funcionários.”
A situação interna na King parece precária, com funcionários incertos sobre sua permanência. Porém, pesquisas internas realizadas antes dos cortes já indicavam que o moral da equipe estava baixo.

A Microsoft foi severamente criticada após o anúncio de sua mais recente demissão em massa, que atingiu 4% de toda a sua força de trabalho. Além disso, a priorização da inteligência artificial pela empresa vem sendo alvo de polêmicas.
O cenário não é diferente na divisão do Xbox. Um executivo da marca chegou a incentivar os profissionais afetados pelos cortes a procurar ferramentas de IA para “ajudar a reduzir a carga emocional e cognitiva que acompanha a perda de um emprego”. Mais recentemente, outro funcionário também foi criticado por divulgar uma vaga para a equipe de gráficos do Xbox com uma imagem gerada por IA.
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