“Guerra dos celulares” não é mais sobre câmera; bateria agora é campo de batalha

“Guerra dos celulares” não é mais sobre câmera; bateria agora é campo de batalha – Canaltech

A disputa por megapixels e zoom astronômico parece ter ficado em segundo plano no mercado de dispositivos móveis. O novo foco da indústria agora é a autonomia, com um salto histórico na capacidade das baterias.

Em janeiro de 2026, a média global de capacidade atingiu 5291 mAh. Esse número representa um aumento de aproximadamente 400 mAh em relação ao ano anterior, o maior crescimento registrado desde o final de 2021.

Os dados são da Counterpoint Research, e mostram uma mudança no comportamento do consumidor. Celulares com capacidade de 6000 mAh ou mais já representam 29% das vendas mundiais, contra apenas 10% no início de 2025.


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As fabricantes chinesas lideram esse movimento com folga. Xiaomi, vivo, OPPO e HONOR dominam o ranking dos dez modelos mais vendidos com baterias de alta capacidade.

Celulares com bastante bateria é o novo foco do consumidor (Imagem: Reprodução/Counterpoint Research)

A tecnologia de silício-carbono é o grande segredo por trás dessa evolução. Ela permite que as marcas aumentem a densidade energética sem que os smartphones fiquem pesados ou grossos demais para o uso diário.

O Xiaomi Redmi 15C 4G é o atual líder desse segmento específico, com 3,6% de participação. O sucesso do modelo se deve ao equilíbrio entre o preço acessível e a ampla disponibilidade em diversos mercados.

Já o HONOR X70 5G ostenta o maior tanque da lista, com impressionantes 8300 mAh. O aparelho utiliza a terceira geração da tecnologia Qinghai Lake e oferece suporte para carregamento rápido de 80W.

Curiosamente, seis dos dez celulares mais vendidos com baterias gigantes são exclusivos da China. Isso acontece devido a restrições regulatórias em outros países e à estratégia de testar novas tecnologias no mercado doméstico.

Especialistas apontam que a China abriu uma vantagem de 1000 mAh na média de capacidade em comparação ao resto do mundo. Enquanto isso, marcas globais ainda aguardam a maturação de alternativas como baterias de estado sólido.

Apesar do otimismo, o ritmo de crescimento deve diminuir nos próximos meses. A escassez de memórias e o aumento nos custos de produção podem forçar as fabricantes a otimizar as especificações para manter as margens de lucro.

Leia a matéria no Canaltech.

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