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Depois de algum tempo com as chuteiras de reviewer de produtos penduradas, testei o Galaxy Z Fold 7 com o objetivo de contar minha experiência com o dobrável mais fino que a Samsung já lançou.
O modelo foi apresentado ao mercado brasileiro oficialmente na semana passada, e eu fiquei positivamente surpreso com o design e a qualidade de construção do celular logo de cara.
A Samsung claramente sentiu a pressão das marcas chinesas por trazer dobráveis cada vez mais finos. O Galaxy Z Fold 7 é tão fino que mal cabe uma porta USB-C.
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Você pode até pensar que fazer celulares mais finos é só uma “trend” sem sentido, ainda mais quando a autonomia de bateria parece mais importante — e eu concordo com você.
Mas, no caso do Fold, essa espessura ridícula foi essencial para torná-lo, depois de sete gerações, um dispositivo maduro, pronto para brilhar nas mãos de qualquer tipo de usuário.

Na minha visão, o Fold 7 deixou de ser um aparelho que agrada apenas o nicho dos aficionados por tecnologia e workaholics que precisam ser produtivos o tempo todo.
Fechado, o celular se parece com um aparelho em forma de barra comum, eliminando os últimos incômodos do Fold 6. Com esses inconvenientes resolvidos, arrisco dizer que a Samsung é a única marca que realmente sabe o que está fazendo com dobráveis tipo livro.
O Fold 7 é, hoje, a única opção no mercado brasileiro que faz sentido. Acompanhe meu raciocínio.
Para mim — e para a maioria dos brasileiros — um celular precisa, antes de tudo, ter boa usabilidade. Depois disso, a câmera tem que entregar fotos boas o suficiente para postar sem vergonha.
A bateria, por sua vez, tem que durar o dia inteiro, mesmo em situações exigentes. Seja em um show, seja em uma viagem, um celular novo não pode pedir arrego antes de eu voltar pra casa.
O Galaxy Z Fold 7 cumpre tudo isso e ainda entrega alguns extras. Esses pontos variam em importância de pessoa para pessoa, mas, no geral, devem agradar muita gente.

“O Galaxy Z Fold 7 entrega muito nos principais aspectos que um bom celular precisa ter e ainda traz alguns extras que deixam a experiência mais rica.”
Primeiro: o celular é muito bonito. O design fino chama atenção pelo “fator uau”. Abra o Fold 7 na frente dos seus amigos e coloque na mão deles, você vai entender.
Aberto, é uma máquina de produtividade e entretenimento. Fechado, um celular premium sem grandes defeitos.
Segundo: a câmera principal tem 200 MP. A Samsung conseguiu transformar esse número absurdo em algo que faz sentido. A lente grande angular entrega imagens abertas, mas com zoom digital de 2x, ainda dá para capturar fotos excepcionais.

Na prática, meu jeito preferido de fotografar com o Fold 7 foi assim: com zoom 2x pela câmera principal. As composições ficaram melhores, a imagem manteve detalhes, cores e zero ruído.
Terceiro: IA que realmente serve para alguma coisa. A Samsung está à frente de Apple e Motorola nesse quesito no Brasil.
A edição de fotos com IA e a remoção de barulho em vídeos são dois recursos que uso bastante e funcionam muito bem. E diferente das concorrentes, aqui não é só marketing.
Diferente do Fold 6, o Fold 7 resolveu o último problema dos dobráveis da Samsung: espessura.
Ironicamente, essa é a forma como mais se usa o aparelho — fechado. A tela externa é prática e “normal”, e só dá vontade de abrir o celular quando você quer ver vídeos ou trabalhar com vários apps.

“Usar o Fold 7 fechado é tão natural que você esquece que ele é dobrável. O aparelho está mais largo, o que melhora a pegada e facilita o uso do teclado virtual para digitar mensagens e até longos textos. Ele não é mais um celular extremante nichado, como o Fold 6 era.”
O Fold 7 vem com o chip mais poderoso da Qualcomm, o Snapdragon 8 Elite for Galaxy — o mesmo do Galaxy S25 Ultra.
Há 12 GB de RAM no modelo com 512 GB de armazenamento e 16 GB na versão de 1 TB. Durante a pré-venda, ambas estavam com o mesmo preço.
Não há travamentos. Nem em jogos pesados, nem na interface, nem nos recursos de IA. Aliás, editar imagens e remover objetos agora leva segundos, diferente do Fold 6, onde a espera era maior.

O Fold 7 não é o melhor do mundo em câmeras, mas chega perto dos topos de linha. Em alguns casos, como foco e alcance dinâmico, perde para o Galaxy S25 Ultra e o iPhone 16 Pro Max.
Mas essa diferença é mínima e só perceptível em comparações lado a lado.
Na prática, o celular entrega fotos com cores vivas, boa exposição e nível de detalhes impressionante. Dá para dar zoom e ainda ler placas distantes.

A câmera frontal externa é ótima para selfies. Já a interna melhorou, mas ainda é limitada a situações pontuais.
Minha única crítica vai para o alcance dinâmico. Em cenas com árvores no primeiro plano e céu claro ao fundo, o resultado poderia ser mais equilibrado. Mas se você não fotografa paisagens com frequência, não vai notar.

Nos vídeos, a surpresa foi positiva: excelente estabilização e áudio limpo. A redução de ruído por IA aparece com frequência e é útil de verdade.
Há muitas combinações de resolução e FPS. Eu testei o 8K a 30 fps e o resultado foi bem diferente dos modos tradicionais — parece câmera profissional.


A bateria não empolga. No entanto, teve um desempenho ruim nos testes mais pesados.
No nosso teste de 6 horas de uso intenso, o smartphone consumiu 34% de sua carga. Com isso, podemos estimar que a bateria do aparelho dura pouco mais de 16 horas de uso contínuo em apps de redes sociais, jogos e mensageiros.
Como você vê no gráfico abaixo, trata-se de uma queda de autonomia considerável na comparação com o antecessor, que era bem mais grosso e tinha mais espaço para uma célula de energia.

Na minha experiência no dia a dia, entretanto, com um chip no celular, nunca fiquei sem carga antes do fim do dia, mesmo quando sai para fotografar e voltei com mais de 200 cliques.
Ou seja, a bateria dura o dia todo agora, mas pode ser que, quando o aparelho estiver com um ou dois anos de uso, isso não seja mais verdade.
Essa métrica provavelmente seria melhor caso a Samsung tivesse usado uma bateria de silício-carbono, como fez a honor em seu igualmente fino Magic V3.
O Galaxy Z Fold 7 é melhor que o Huawei Mate X6 e o Honor Magic V3 — seus principais concorrentes.
Ele é mais barato que ambos, tem espessura semelhante, mas entrega mais em usabilidade e desempenho.
O Huawei nem tem Play Store, e custa R$ 23 mil com 12 GB de RAM e 512 GB de espaço. O Honor é mais grosso, tem câmera similar, bateria maior, mas custa R$ 20 mil com a mesma configuração.
Isso deixa claro: o Fold 7 é o único concorrente sério no Brasil.
Na pré-venda, ele custa R$ 14,6 mil. Parece caro — e é — mas deve cair nos próximos meses. Marcas chinesas, por outro lado, raramente têm cortes expressivos no país.
Exemplo: o Fold 6 custa hoje R$ 6,3 mil. O Fold 7 deve chegar nesse patamar no futuro. Magic V3 e Mate X6? Pouco provável.
A Samsung exagerou no reajuste. O Fold 6 foi lançado por R$ 13,8 mil. O Fold 7 chegou a R$ 14,6 mil.
O novo modelo é melhor, sem dúvida. Mas perdeu compatibilidade com a S Pen e manteve desempenho de bateria apenas razoável.
A evolução do produto justifica um aumento? Sim. Mas R$ 800 a mais é demais.
Vale a pena, sim, mas com ressalvas. O Fold 7 é o único dobrável tipo livro realmente viável no Brasil. E é melhor que os concorrentes em quase tudo.
A única alternativa real é o Fold 6, que está mais barato. Ainda assim, minha recomendação é esperar o Fold 7 ficar mais acessível.
Se você pode pagar R$ 14,6 mil agora, vai levar um celular excelente. Mas quem puder esperar seis meses, vai pagar menos e ter o que há de melhor hoje.
Leia a matéria no Canaltech.