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Sindicatos de trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve por tempo indeterminado em nove estados brasileiros nesta quarta-feira (17). O movimento é uma resposta a medidas adotadas pela estatal e à ausência de um novo acordo coletivo que contemple reajuste salarial para a categoria.
Apesar da paralisação, a empresa afirma que as agências estão funcionando normalmente e que as entregas seguem normalmente em todo o território nacional.
A adesão à greve foi confirmada em bases estratégicas – nos estados mais populosos do país – , incluindo os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Além destes, o movimento atinge o Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
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De acordo com informações da Rádio Itatiaia, o movimento ocorre em um momento delicado, em que a estatal tenta implementar um plano de reestruturação para sanar um prejuízo acumulado de quase R$ 6 bilhões.
Os trabalhadores reivindicam a manutenção de direitos históricos, reajuste salarial com reposição da inflação, adicional de 70% nas férias e o pagamento de um “vale-peru” no valor de R$ 2.500.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares (Sintect-SP), a greve foi deflagrada após a empresa não apresentar uma proposta econômica considerada satisfatória para a categoria.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) apresentou uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para o biênio 2025/2026. O documento proposto pela Corte visa preservar benefícios e assegurar a estabilidade dos empregados por dois anos, mesmo diante do cenário financeiro desafiador enfrentado pela companhia.
A proposta ainda será deliberada em assembleias pelas federações de trabalhadores.
Em nota enviada à Rádio Itatiaia, os Correios informaram que 91% do efetivo total da empresa permaneceu em atividade nesta quarta-feira. Dos 36 sindicatos que representam a categoria, 24 decidiram não aderir à paralisação.
Para mitigar os impactos operacionais nos estados grevistas, a estatal adotou medidas contingenciais que visam garantir a continuidade dos serviços essenciais.
A crise financeira da estatal é profunda: apenas no primeiro semestre de 2025, o rombo registrado foi de R$ 4,5 bilhões.
O plano de reestruturação aprovado pela administração prevê o fechamento de até 1 mil unidades deficitárias, um programa de demissão voluntária (PDV) e a venda de imóveis para arrecadar R$ 1,5 bilhão.
A empresa também busca um empréstimo de R$ 12 bilhões com um pool de bancos para financiar a retomada da lucratividade, prevista apenas para 2027.
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