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As festas de fim de ano carregam naturalmente os sentimentos de renovação e esperança. O Natalpor exemplo, é o momento de reunir a família para compartilhar afeto, harmonia e sonhos.
o sentimento de amor rainha entre as diferentes formas e formatos de família. Gustavo e Robert vão passar o primeiro Natal em família. Eles são os pais dos gêmeos Marc e Maya, que morreram de completar dez meses. Para eles, passar o primeiro natal em família é um sentimento sem explicação. “Nós tínhamos esse sonho de vestir pijamas iguais e montar uma árvore de natal juntos, este ano a gente conseguiu isso. Por mais que as crianças ainda sejam muito pequenas e não entendam o significado disso tudo, nós entendemos”, diz Gustavo com um sorriso largo no rosto.
Para o Robert o momento é de fazer tudo que a data pede. “A gente brinca que estamos fazendo tudo que podemos fazer sobre o natal; apresentações até amigo secreto com os bebês”, comemora.

Para eles, o Natal representa uma época de acolhimento. “Nós estamos montando uma festa enorme na casa de um amigo, pois na nossa não cabe todo mundo. Virá a minha família inteira e a família do Robert também”, comenta Gustavo.
Para o casal, 2022 foi um ano de mudanças e evoluiu muito positivamente, em especial a paternidade. “Além de muito amor, tudo isso envolve muita luta. É o resultado de uma década lutando para sermos quem somos, para que o nosso relacionamento fosse aceito e, claro, o maior desses sonhos que é os nossos filhos. Isso tudo que vivemos é uma resposta a todos que nos disseram que não conseguiríamos”, finalizam.
o sentido de amor
A psicóloga, psicanalista e psicoterapeuta Beatriz Breves conta que o amor é um conjunto de outras sensações. “O amor é um sentimento, talvez, dos mais cobiçados pelo ser humano. E isso acontece porque quando se pensa nele a tendência é associá-lo à união, amparo, solidariedade, generosidade, carinho, amizade, perdão, tolerância, enfim, são vivências que impulsionam a pessoa ao bem-estar”, explica.
2022 foi um ano de transformações sociais e de retorno aos encontros presenciais, antes restritos pela causa da pandemia da Covid-19. Muitas famílias estão se reencontrando e este ato reforça o elo de uniões plurais formadas por muito acolhimento e respeito.
“A gente precisa ensinar aos nossos filhos que expressam opinião não é ofender. Que precisamos ter o respeito como base. E isso precisa ser trabalhado nesta época do ano, seja na ceia de Natal ou Ano Novo”, afirma a especialista em adoção Cinara Cordeiro.
Cinara explica que, como mãe de cinco crianças e adolescentes, sendo uma delas adotiva, ela sente a necessidade de ensiná-los que o respeito deve prevalecer em todos os formatos de família. “Os meus filhos me perguntavam: quem você ama mais? E eu comecei a responder o mesmo para todos eles — você! Porque você é único”, destaca.

“Eu gosto muito de usar a palavra ‘recomeço’ na educação do meu quinteto, principalmente quando o assunto é adotado. O amor que sinto pelos meus filhos é único. Não porque são meninas ou meninos, é porque eles são únicos. Para 2023 eu desejo que as pessoas aprendam primeiro o que é o amor”, finaliza.
Para Beatriz, que já catalogou mais de 500 sentimentos ao longo de 35 anos de pesquisa, neste período de final de ano as pessoas ficam mais abertas a falar sobre seus sentimentos e refletem sobre suas atitudes. “Esta é uma época que tende a levar as pessoas a uma reflexão pessoal de si e de como estão vivendo suas vidas. Desta forma, se conectar com o que está sentindo e poder falar sobre os seus sentimentos, sem dúvida, tende a ser de grande ajuda pessoal. O amor, quando acompanhado da alegria, reluz esperança; do carinho, exala o aconchego; da segurança, inspira a confiança; da liberdade, irradia paz”, conclui.
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