Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124


Ter uma rotina de backups constantes não garante que os dados possam ser recuperados quando necessário.
🎧Ouça o Podcast Canaltech no Spotify
🎧Ouça o Podcast Canaltech na Deezer
🎧Ouça o Podcast Canaltech no Apple Podcasts
O alerta vem do gerente de tecnologia da Kingston Brasil, Iuri Santos, que participou do episódio desta terça-feira (24) do Podcast Canaltech e apontou a falta de testes de restauração como o principal problema das estratégias de proteção de dados hoje.
–
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
–
“A raiz do problema é a falta de teste. Você tem uma rotina de backup pré-estabelecida, mas não tem uma programação para fazer a recuperação desse backup”, explicou Santos.
Segundo ele, é comum que empresas descubram que um backup foi corrompido exatamente no momento de maior pressão: quando precisam restaurar os dados de verdade.
O cenário tem consequências financeiras mensuráveis. De acordo com o relatório IBM Cost of a Data Breach 2025, o custo médio de uma violação de dados no Brasil atingiu R$ 7,19 milhões, alta de 6,5% sobre o ano anterior.
As causas de falha são variadas: instabilidade de rede durante a cópia, danos físicos em mídias de armazenamento, timeout que gera uma confirmação de sucesso mesmo quando o processo não foi concluído. Ataques cibernéticos também podem comprometer o backup junto com o sistema principal.
“Às vezes o sistema retorna que a cópia foi feita com sucesso, mas ela foi corrompida. Se você não extrai e testa o backup antes de precisar dele, só descobre isso na hora errada”, disse Santos.
Na prática, quando o backup falha, as empresas recorrem a arquivos ainda mais antigos, armazenados em mídias de acesso lento, guardadas em outro local. O processo de restauração que deveria levar minutos pode se estender por dias, com o negócio parado ou operando de forma degradada.
Santos ressaltou que um backup externo e testado é a principal defesa para não negociar com criminosos. “Se você tem esse backup protegido e já praticou o tempo de recuperação, você simplesmente restaura o sistema e elimina a necessidade de pagar o resgate”, afirmou.
A recomendação mínima, segundo o especialista, é manter pelo menos duas cópias em locais diferentes, além da nuvem, tratando o backup em nuvem como uma das cópias, não como a única. Senhas comprometidas ou invasões à conta podem tornar o armazenamento em nuvem tão vulnerável quanto qualquer outro.
Leia a matéria no Canaltech.