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É VERDADE que imagens geradas por inteligência artificial (IA) podem contar com uma marca d’água invisível a olho nu. O objetivo das empresas de IA é garantir a transparência sobre a origem do conteúdo e permitir sua rastreabilidade.
As companhias que oferecem ferramentas de geração de imagens por IA utilizam diferentes estratégias para inserir esses marcadores ocultos. A OpenAI, por exemplo, utiliza metadados padronizados para essa finalidade.
A empresa de Sam Altman informa que as imagens criadas com o ChatGPT (utilizando o modelo de IA DALL·E) incluem metadados seguindo a iniciativa global Coalition for Content Provenance and Authenticity (C2PA).
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Isso significa que cada imagem gerada pela ferramenta contém informações de origem incorporadas ao arquivo, invisíveis a olho humano, mas legíveis por ferramentas como Content Credentials, da Adobe, e o site Content Credentials Verify.
“Acreditamos que a adoção desses métodos para estabelecer a proveniência e o incentivo aos usuários para reconhecerem esses sinais são fundamentais para aumentar a confiabilidade das informações digitais”, destaca a OpenAI.
No entanto, a própria empresa reconhece que metadados como os do padrão C2PA podem ser removidos ao fazer upload da imagem em redes sociais ou ao realizar uma captura de tela do conteúdo.
O Google DeepMind também utiliza um recurso de marca d’água invisível, mas com uma estratégia diferente. A tecnologia usada é o SynthID, que aplica os marcadores diretamente nos pixels das imagens geradas por IA.
“Projetamos o SynthID para que ele não comprometa a qualidade da imagem e permita que a marca d’água permaneça detectável mesmo após modificações, como a adição de filtros, a alteração de cores e o salvamento com diferentes esquemas de compressão com perda — mais comumente usados para JPEGs”, explica o Google.

A Meta também emprega marcas d’água invisíveis e metadados compatíveis com o padrão do International Press Telecommunications Council (IPTC), incorporados aos arquivos de imagens geradas pelo Meta AI.
Esses metadados permitem identificar se a imagem foi criada ou alterada por IA e até mesmo qual modelo foi usado na geração.
“Embora seja imperceptível ao olho humano, a marca d’água invisível pode ser detectada por um modelo correspondente. Ela é resistente a manipulações comuns, como corte, redimensionamento, alterações de brilho e contraste, capturas de tela, compressão, adição de ruído, sobreposição de adesivos e outros ajustes”, ressalta a Meta.
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