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A popularização de ferramentas de inteligência artificial generativa, como o ChatGPT e o Gemini, impulsionou a demanda por uma nova função no mercado de trabalho: o designer de prompt (ou prompt engineer). Segundo dados apresentados no Podcast Canaltech, o salário para especialistas capazes de extrair os melhores resultados dos algoritmos pode chegar a R$ 15 mil.
Gustavo Torrente, professor e head B2B da Alura + FIAP, explica que a função envolve a capacidade técnica e estratégica de “conversar com a máquina”. O LinkedIn registrou mais de 5 mil vagas relacionadas à habilidade no último ano.
“Profissionais que têm hoje esse conhecimento podem ganhar de R$ 10 mil a R$ 15 mil”, afirma Torrente.
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Os setores com maior procura por este perfil incluem agências de marketing digital, startups de tecnologia, bancos, setor jurídico e áreas de educação. A principal função é otimizar o uso de LLMs (modelos de linguagem de larga escala) para escalar a produção de textos, códigos e análises, garantindo que a IA não entregue respostas genéricas ou alucinações.
Ao contrário do que ocorre em cargos de desenvolvimento tradicionais, a posição não exige necessariamente formação prévia em programação. O especialista destaca que 80% da competência está ligada a soft skills, como comunicação, contexto e vocabulário, enquanto 20% envolvem técnicas de engenharia e estruturação (como uso de markdown).
“Não é o que você pede para a máquina, mas sim como você está pedindo”, pontua o professor.
Para quem deseja ingressar na área, Torrente recomenda a construção de um portfólio focado na resolução de problemas reais e na demonstração de retorno sobre o investimento (ROI), como a economia de horas de trabalho.
Durante a entrevista, ele elencou seis pilares essenciais para a construção de um comando eficiente para a IA:
Sobre o futuro da profissão, o executivo projeta que a engenharia de prompt deixará de ser um cargo isolado a longo prazo para se tornar uma competência obrigatória em diversas carreiras, similar ao que ocorreu com o uso de e-mail e internet.
“Daqui a cinco anos, o RH não fará mais a pergunta: ‘você sabe mexer com inteligência artificial?’. Se você não souber conversar com a máquina, vai estar fora do game”, conclui Torrente.
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