Como peritos recuperam mensagens que você achou que tinha apagado

Como peritos recuperam mensagens que você achou que tinha apagado – Canaltech

A apreensão dos celulares do dono do Banco Master, o banqueiro Daniel Vorcaro, pela Polícia Federal (PF), colocou em evidência técnicas de perícia forense digital.

A PF acessou mensagens apagadas e até recuperou mensagens de visualização única enviadas pelo WhatsApp, e o perito em crimes digitais Wanderson Castilho explicou como o processo funciona na prática no Podcast Canaltech desta quarta-feira (18).

Castilho afirmou que a PF utiliza ferramentas também empregadas pelo FBI e pela CIA nos Estados Unidos, como o Cellebrite. “Essas ferramentas têm a capacidade de extrair informações que estão bagunçadas dentro do seu HD, dentro do seu celular, e inclusive informações apagadas”, explicou.


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Por que as mensagens de visualização única foram recuperadas

Um dos pontos mais discutidos após a repercussão do caso foi o acesso a mensagens de “visualização única” do WhatsApp, recurso que permite que fotos e vídeos desapareçam após serem abertos.

Castilho esclareceu que a recuperação não veio diretamente desse conteúdo, mas dos rastros deixados pelo processo de envio.

“Você apagou a mensagem, mas os registros ficam. Mesmo quando você apaga a mensagem e pensa ‘Ah, eu apaguei’, ficam logs disso que você apagou e a gente consegue identificar”, disse o especialista.

No episódio, Castilho também detalha quando a polícia pode requisitar dados diretamente a empresas como Meta, Signal e Telegram via ordem judicial, e o que muda quando o suspeito destrói o aparelho antes da apreensão.

Outro ponto abordado é se o crime organizado teria acesso a essas ferramentas forenses, que custam milhares de dólares por ano e são vendidas, em tese, apenas a autoridades. “Não tenho dúvidas de que, de alguma forma, o crime organizado detenha esses tipos de ferramentas”, afirmou Castilho.

Para quem pretende vender ou trocar de celular, o especialista deu uma orientação direta: a formatação de fábrica é suficiente para o cidadão comum garantir a própria privacidade.

Leia a matéria no Canaltech.

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