Com confirmação de Tebet, chapa de Lula ganha corpo em SP, mas PSB vira entrave

Com a confirmação de Simone Tebet (MDB) de que concorrerá ao Senado por São Paulo, a chapa do presidente Lula no estado fica a partir de agora com apenas duas vagas a serem definidas entre o PT e seus aliados. “Política é missão. Vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que eu entendo muito importante para o Brasil”, disse a ministra do Planejamento nesta quinta-feira (12/03) em Campo Grande (MS).

Tebet afirmou que atendeu a pedidos de Lula e do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), para disputar a eleição em São Paulo. Ela nasceu no Mato Grosso do Sul, onde fez carreira política e se elegeu senadora em 2014. A ministra deverá trocar de partido para encarar a “missão”, pois o MDB, ao qual ela permanece filiada, caminha para a apoiar a reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos), atual ocupante do Palácio dos Bandeirantes.

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Apesar de ainda não ter sido anunciado oficialmente, a indicação de Fernando Haddad (PT) para concorrer ao governo é dada como certa no Planalto e entre os aliados de Lula em São Paulo. Assim, fica faltando definir quem ocupará a vaga de candidato a vice-governador e a segunda vaga para o Senado. É justamente nesse ponto que residem os maiores entraves para a composição final da chapa.

O PT tem como aliados potenciais em São Paulo o PSB, o PSOL e os partidos que formam com ele uma federação, o PV e o PCdoB. Nos bastidores, o partido do presidente tenta ainda atrair outros partidos para formar uma coligação que dê sustentação política e eleitoral para Lula e Haddad no estado.

O destino mais provável de Tebet seria o PSB, mas o principal líder do partido em São Paulo, o ministro Márcio França (Empreendedorismo), também almeja concorrer a uma vaga ao Senado, o que pode obrigar a ministra a buscar uma outra alternativa partidária, porém, dentro da órbita “lulista”.

Há ainda entre os cotados para compor a chapa a ministra Marina Silva (Meio Ambiente), atualmente na Rede, mas com previsão de saída do partido. Ela tem afirmado que não está disposta a concorrer a deputada federal e é lembrada como opção para ser vice de Haddad ou para o Senado. O PSB também seria um destino provável para ela. Outro destino possível seria o PSOL, que forma uma federação com a Rede. 

Ou seja, três dos nomes mais fortes para ocupar uma das quatro vagas (governador, vice e duas para o Senado) poderão estar no mesmo partido, o PSB, sendo que França tem total controle sobre a sigla em São Paulo.  O mais provável é que os líderes envolvidos na negociação busquem outras alternativas ou tentem convencer o ministro do Empreendedorismo a desistir de ser senador, o que não será simples.

A mais recente pesquisa Datafolha animou o campo lulista em São Paulo quando o assunto é Senado. Haddad, com 30%, Tebet, com 25%, França, com 20%, Marina, com 18%, e Guilherme Boulos (PSOL), com 14%, são os melhores colocados (nessa ordem), seguidos por Guilherme Derrite (PP), também com 14%, que deve ser um dos candidatos apoiados por Tarcísio. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos dentro do nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Vice com perfil empresarial

A questão, no caso do posto de vice, é que Lula e Haddad estão em busca de um perfil que amplie apoios rumo ao centro, de preferência, sem ligações históricas com o PT e a esquerda. A ideia, neste momento, segundo apurou o JOTA, é encontrar um empresário para ocupar a vaga ou um político do interior paulista ligado ao agronegócio. A avaliação do ministro da Fazenda e do presidente é de que a candidatura precisa furar a bolha esquerdista.

Tebet não confirmou qual será seu novo partido. Ela, no entanto, frisou que Alckmin foi um importante incentivador de sua decisão de concorrer ao Senado por São Paulo, mas que isso não significa sua adesão automática ao PSB. A ministra também não definiu data para deixar o Planejamento. O prazo final determinado pela lei é 4 de abril próximo.

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