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E se a Lua pudesse ter um sistema para lá de tecnológico para revelar seus segredos sísmicos? É o que sugerem estudos recentes, que mostraram que cabos de fibra óptica podem ser instalados diretamente na superfície lunar. Desta forma, os componentes poderiam detectar tremores em nosso satélite natural com altíssima sensibilidade.
De forma resumida, a proposta dos estudos trabalha com uma aplicação do sensoriamento acústico distribuído. O nome descreve uma técnica em que pulsos de laser são emitidos por fibras ópticas para capturar qualquer vibração. Assim, um cabo pode, sozinho, fazer a função de milhares de sensores.
“A Lua tem muita atividade sísmica, mas usar sensores sísmicos tradicionais, como sismômetros, é extremamente difícil e caro. Os cabos de fibra óptica são leves, robustos e de baixo custo, então pensamos: será que dá para usá-los na superfície da Lua para detectar atividade física ali?”, explicou Carly Donahue, cientista e autor correspondente dos dois artigos.
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Um dos estudos mostrou que, mesmo que os cabos de fibra óptica sejam enterrados, a definição dos sinais não mostrou mudanças significativas; portanto, o processo de instalação dos cabos não seria tão complexo.

O outro revelou que cabos mais espessos em contato consistente com a superfície lunar rendem sinais mais fortes. Entretanto, o problema aqui é que a espessura está ligada ao peso dos cabos, o que diminui a viabilidade em missões.
Claro, os tremores na Lua ajudam os pesquisadores a entenderem a composição do núcleo do nosso satélite natural e do seu relevo. Mesmo assim, saber mais sobre a atividade sísmica lunar é extremamente importante para a NASA, que vem trabalhando em seu programa Artemis para estabelecer a presença humana sustentável em nosso satélite natural.
Os artigos que descrevem os resultados foram publicados nas revistas Icarus e Earth and Space Science.
Leia a matéria no Canaltech.