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Quem compra uma Echo Dot geralmente espera viver em um futuro totalmente automatizado. A promessa de pedir uma pizza ou solicitar um carro apenas por comando de voz sempre esteve no imaginário popular.
Muitos usuários adquirem o dispositivo com a esperança de viver uma rotina futurista, mas a realidade ao tentar configurar esses recursos é frustrante.
Ao procurar as skills dessas plataformas na loja da Amazon, o usuário não encontra nada oficial. Em alguns casos, surgem apenas vídeos antigos de 2019 ou 2020 que mostram funções descontinuadas.
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É importante deixar claro que não existe forma nativa oficial de pedir iFood ou Uber pela Alexa hoje no Brasil. Essa ausência não é um erro de configuração, mas uma decisão de mercado.
A principal razão para esse recuo tecnológico envolve protocolos de segurança. Manter uma sessão de pagamento aberta e autorizada por voz se tornou um risco elevado para as empresas.
O processo de autenticação exigia etapas que matavam a conveniência. O usuário precisava ditar PINs de segurança ou validar a compra pelo celular para evitar fraudes.
Esse processo tornava o pedido por voz mais demorado do que o método tradicional. Era mais rápido desbloquear o smartphone e fazer o pedido visualmente do que conversar com a assistente.
Outro fator determinante foi a mudança na infraestrutura técnica das plataformas. Grandes empresas como Uber e iFood fecharam o acesso às suas APIs públicas ao longo dos anos.
Antigamente, esses sistemas permitiam o chamado “Write Access“, que possibilitava a criação de pedidos por terceiros. Hoje, o foco mudou para o “Read Access”.
Isso significa que sistemas externos conseguem apenas ler o status de um pedido já feito. Eles não têm mais permissão para iniciar uma nova transação do zero.

Também pesa o fato de o Uber Eats ter encerrado a operação de entrega de restaurantes no Brasil ainda em 2022. Isso desmontou a base logística necessária para a skill funcionar por aqui.
A internet está cheia de tutoriais que prometem contornar essas limitações. É comum encontrar guias que citam o uso de IFTTT ou Webhooks para forçar uma integração.
O IFTTT é ótimo para gatilhos simples e respostas automáticas. Ele consegue acender uma luz quando seu Uber chega ou mudar a cor da lâmpada ao receber uma notificação.
Mas ele não consegue realizar pedidos complexos. A ferramenta não tem como escolher um “X-Bacon na loja Y” e processar o pagamento.
Outra solução paliativa envolve o uso de aplicativos de automação no Android, como o Tasker. Eles conseguem fazer a Alexa ler em voz alta as notificações do celular.
Isso serve apenas como um espelhamento de avisos. A assistente avisa que o pedido saiu para entrega, mas não possui controle real sobre a plataforma de delivery.
Também é importante frisar que o fato de as empresas terem descontinuado suas respectivas skills, nem mesmo o processo de verificar o status de um pedido funciona de forma oficial e nativa com a Alexa.
Leia a matéria no Canaltech.