Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124

Em entrevista exclusiva ao WW Especial, o especialista em relações internacionais Kai Enno Lehmann destacou que a maioria dos países da União Europeia, além do Reino Unido, demorou a perceber a ameaça representada pelo líder russo, Vladimir Putin. Lehmann afirmou que a comunidade internacional, em especial os membros da União Europeia, subestimou os riscos do expansionismo russo por muito tempo.
Lehmann explicou que os sinais de uma Rússia expansionista são evidentes há muito tempo, e que Putin tem mostrado intenções agressivas desde o início de sua liderança. “Putin já ocupa cerca de 15% da Geórgia e começou a invadir a Ucrânia há mais de dez anos. Não estamos falando de três anos, mas de uma década. E, ainda assim, muita gente ignorou esses sinais”, ressaltou o especialista.
O professor também criticou a resposta tardia da União Europeia diante dos alertas de países do leste europeu, como as repúblicas bálticas e a Polônia, que vinham denunciando a ameaça russa desde os anos 1990. “Esses países alertaram a União Europeia sobre o perigo da Rússia desde o fim da União Soviética, mas seus avisos foram sistematicamente ignorados”, afirmou Lehmann.
De acordo com o especialista, a União Europeia frequentemente adota uma postura reativa em vez de preventiva. “O padrão da União Europeia tem sido reagir a ameaças somente quando elas se tornam iminentes, ao invés de antecipá-las e tomar medidas preventivas”, explicou Lehmann.
Embora a maioria dos países da União Europeia tenha finalmente reconhecido Putin como uma ameaça, Lehmann observa que ainda há exceções. Ele cita os governos da Eslováquia e da Hungria, que, segundo ele, não consideram a Rússia como um perigo iminente, o que reflete as divisões internas da Europa sobre a ameaça russa.
O programa WW Especial, apresentado por William Waack, vai ao ar aos domingos, às 22h, em todas as plataformas da CNN Brasil.