Banco da Itália expõe plataformas Bitcoin P2P como ferramentas para o crime

O Banco da Itália, em seu 893º artigo de pesquisa Econômica e Financeira, publicado em novembro de 2024, levantou preocupações sobre certos serviços Bitcoin peer-to-peer (P2P), chamando-os de “crime como serviço”. No entanto, estes serviços não regulamentados são agora vistos como ferramentas essenciais para o branqueamento de capitais, especialmente em países com leis fracas.

Bitcoin P2P como “crime como serviço”

Em seu último relatório, intitulado “Lavagem de dinheiro e Blockchain: você consegue rastrear as pegadas no mundo criptográfico?”, o Banco destaca plataformas como kycnot.me, que permite aos usuários negociar Bitcoin sem conhecer a verificação de identidade do cliente (KYC), tornando mais fácil para os criminosos esconderem dinheiro ilegal.

O relatório adicional explica que essas plataformas permitem que as pessoas negociem Bitcoin sem revelar sua identidade, tornando difícil para as autoridades rastrearem a origem dos fundos.

Os branqueadores de capitais tiram frequentemente partido de plataformas em países com leis fracas de combate ao branqueamento de capitais (AML) ou naqueles rotulados como de alto risco pelo Grupo de Acção Financeira (GAFI).

Curiosamente, o relatório do Banco também menciona eventos como “Satoshi Spritz”, onde indivíduos se reúnem para trocar Bitcoin por mercadorias ou moeda fiduciária. Embora estes eventos sejam frequentemente organizados pela comunidade Bitcoin para educar outras pessoas, o Banco alerta que também podem ser usados ​​para lavagem de dinheiro.

Como operam os lavadores de dinheiro

Embora a tecnologia blockchain mantenha um registro público de todas as transações, ela não mostra a identidade da pessoa por trás de cada endereço. Os criminosos usam isso a seu favor, encontrando maneiras de esconder a origem do seu dinheiro.

O relatório do Banco explica alguns truques comuns usados ​​por lavadores de dinheiro.

Misturadores e Copos: Essas ferramentas misturam os fundos de diferentes usuários, tornando difícil rastrear a origem do dinheiro.

Salto em cadeia: Isso envolve a movimentação de fundos entre diferentes blockchains para confundir os rastreadores.

Carteiras anônimas: Essas carteiras ocultam os endereços IP dos usuários e quebram o vínculo entre as transações.

Apelo a regulamentos rigorosos

O Banco de Itália afirma que são necessárias regras mais rigorosas para combater estes problemas. Ao aplicar medidas rigorosas de KYC e de combate à lavagem de dinheiro (AML), as autoridades podem tornar mais difícil para os criminosos o uso indevido de Bitcoin e outras criptomoedas.

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