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Um novo ciclone extratropical se formará no Sul do país na sexta-feira (18) e provocará a queda da temperaturasegundo institutos de meteorologia.
A previsão é de que o ciclone se forme na região litorânea, entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. A expectativa é de que esse ciclone seja mais fraco do que os sistemas que atingiram a região em julho, conforme afirmou a meteorologia da Climatempo Maria Clara Sassaki em entrevista à CNN.
“Esse é menos intenso do que os que passaram no mês de julho, mas é preocupante porque ainda temos cidades que foram esperadas pelas tempestades anteriores e estão se recuperando. Qualquer chuva de intensidade forte traz preocupação, traz alerta, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina”, explicou.
Veja as regiões que podem ser sustentadas pelo novo ciclone extratropical:
Segundo Sassaki, a região mais beneficiada pelo ciclone extratropical deve ser o Sul do Brasil. Como a área já está sendo atingida por uma frente fria que passa pelo oceano, o sistema deve ganhar força e provocado por novas instabilidades deve ser favorecido.
“Quando o ciclone passar, ele já vai ter combustível, já vai ter nuvens de tempestade sobre o Rio Grande do Sul, o que acaba favorecendo novas instabilidades. Já tem chuva hoje e, quando o ciclone passar, entre sexta e sábado, vai ter mais chuva”, afirmou um meteorologista.
Como o ciclone se formará no mar, a faixa litorânea deve ser mais atingida, onde são esperadas chuvas, trovoadas e ventanias entre sexta e sábado (19).
“Velocidades maiores de vento vão acontecer em alto mar, por isso o mar deve ficar mais agitado nos próximos dias”, explica.
Os efeitos do ciclone extratropical devem chegar ao Sudeste no sábado, quando uma frente fria se forma a partir do ciclone e avança sobre a região. Deve chover na faixa que vai do norte do Rio Grande do Sul até a divisa de São Paulo com o Paraná.
Além da forte chuva, o sistema provocará também ventos de 60 km/h até na região Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais (porção sul e Triângulo Mineiro),
Na faixa litorânea que se estende do Rio Grande do Sul até a Costa Verde, no Rio de Janeiro, as rajadas podem chegar aos 80 km/h.
A porção sul do Mato Grosso do Sul deve ser alvo de chuvas com risco de temporais já na sexta-feira. No sábado, deve chover na grande parte do estado.
Os efeitos do ciclone extratropical também devem ser sentidos no sul do Mato Grosso e no sul de Goiás, onde os ventos podem chegar a até 60 km/h.
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A frequência de formação dos ciclones extratropicais não está acima do normal, conforme explicou a meteorologia Maria Clara Sassaki à CNN. Segundo a especialistas, o que mudou foi a intensidade dos sistemas.
“As águas dos oceanos estão mais quentes do que o normal e isso aumenta a intensidade dos ciclones extratropicais, por isso a gente tem chamado atenção para esses sistemas que vem com rajadas de vento acima do normal, tempestades muito próximas umas das outras. A água mais quente serve de combustível para que essas áreas de baixa pressão ganhem intensidade”, explicou.

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Granizo no interior do município de Barra do Quaraí, no RS
Crédito: Defesa Civil
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Granizo no interior do município de Barra do Quaraí
Crédito: Defesa Civil
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Imagem de destruição em Concórdia, em Santa Catarina, após passagem de ciclone
Crédito: Defesa Civil
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Imagem de destruição em Concórdia, em Santa Catarina, após passagem de ciclone
Crédito: Defesa Civil
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Município de Sobradinho, um dos mais hóspedes pelo granizo do ciclone no RS
Crédito: Defesa Civil
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Município de Caraá, no Rio Grande do Sul, visto de cima após fortes chuvas em 17 de junho
Crédito: Reprodução/Twitter/@governo_rs
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Ciclone extratropical deixou rastro de destruição em Porto Alegre, em junho de 2023.
Crédito: Prefeitura POA/Divulgação
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Região acomodada pelo ciclone extratropical que abasteceu o Rio Grande do Sul em junho de 2023.
Crédito: Reprodução/Paulo Pimenta
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Queda de árvore na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, após ciclone em junho de 2023
Crédito:
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Pontos de alagamento na cidade de Taquara, no Rio Grande de Sul, após o transbordamento Rio dos Sinos, que cruza o município, em junho de 2023
Crédito:
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Ciclone de junho em Taquaral, no Rio Grande do Sul
Crédito: Foto: EVANDRO LEAL/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO
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Queda de árvore na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, após ciclone em junho de 2023
Crédito: Foto: JORGE GUERINO LANSARIN/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO