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Diferentemente de seu antecessor, o Mega Drive recebeu pouquíssimas edições limitadas e variações fabricadas pela própria SEGA. Nessa altura, a empresa se consolidou na indústria dos games como fabricante de consoles caseiros ao levar versões parecidas do hardware para praticamente todas as regiões do mundo, sem muitas mudanças.
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Nessa época, a SEGA travava o que chamamos de Guerra dos Consoles com a Nintendo no início dos anos 1990. Mesmo nesse período, houve espaço para que fabricantes parceiras trouxessem o Mega Drive ao mundo de formas um tanto diferentes.
Nesse caso, a Tectoy pouco participou de variações emblemáticas do console no Brasil, embora tenha levado adiante o excelente trabalho de localização e distribuição marcado na era do Mega Drive.
Por esse motivo, é bem provável que você nunca tenha ouvido falar destas 9 edições limitadas marcantes do Mega Drive, pelo menos até ler esta matéria!
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Estas são 9 das edições limitadas mais curiosas do Mega Drive:
Mega Drive 4 Guitar Idol
Mega Drive 3 com 86 jogos
SEGA Nomad
SEGA Mega Jet
SEGA Multi-Mega
Wondermega
Amstrad Mega PC
Teradrive
Aiwa Mega-CD
Lançado exclusivamente no Japão em setembro de 1994, o Aiwa Mega-CD é um leitor de discos da fabricante de eletrônicos Aiwa compatível com jogos de SEGA Mega Drive e Mega-CD, ou seja, é compatível tanto discos quanto cartuchos.
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O ponto mais marcante desta variante é o seu formato esférico, que nada lembra o clássico 16 bits da SEGA. O hardware também acompanhava um controle de Mega Drive e, além disso, era possível acoplar um módulo do SEGA 32X (add-on que transformava o Mega em um console de 32 bits), embora para isso fosse necessário deixar o Aiwa Mega-CD totalmente inclinado.
O Teradrive nasceu em 1991 a partir de uma parceria entre a SEGA e a IBM, que pretendiam unir um computador pessoal de baixo custo ao console de 16 bits da empresa japonesa. Foram lançados três modelos do hardware, cuja principal diferença estava no armazenamento e na capacidade de memória RAM, que variava de 640 KB a 2,5 MB.
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O Teradrive aceitava apenas cartuchos, embora originalmente tenha sido planejado para suportar o Mega-CD. O computador tinha certo grau de interação com o hardware do Mega Drive, mas os únicos softwares que funcionavam a partir dessa integração eram Puzzle Construction e The Manhole. O fruto da união entre SEGA e IBM também incluía teclado, mouse e monitor colorido, todos em plástico preto.
O Teradrive recebeu uma espécie de sucessor espiritual em 1992, na Europa: o Amstrad Mega PC. Embora não tenha relação direta com o primeiro hardware, o Amstrad Mega PC também foi fruto de uma parceria entre a SEGA e a Amstrad. O sistema não incluía softwares dedicados desenvolvidos pela fabricante japonesa e chegou ao mercado do Reino Unido por £ 999,99, valor considerado caro na época.
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O Amstrad Mega PC também incluía um controle personalizado que vinha nas cores dos periféricos e do monitor, aquele tom de branco que amarela com o passar do tempo. Como a plataforma não tinha suporte aos módulos do 32X nem do Mega-CD, ela acabou se tornando uma verdadeira raridade.
Um dos modelos de Mega Drive mais futuristas, o Wondermega (ou JVC X’Eye na América do Norte) foi lançado em abril de 1992 e uniu o Mega Drive e o Mega-CD em uma única plataforma de alta qualidade, especialmente nos quesitos de som e vídeo. O console teve diferentes versões no mercado, entre elas o modelo RG-M1 da Victor, o SEGA Wondermega e o próprio JVC X’Eye.
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A ideia do projeto era que a SEGA comercializasse o hardware em lojas de brinquedos, enquanto a JVC o distribuísse em lojas de eletrônicos, junto a outros produtos da marca. O console não chegou à Europa, embora a SEGA Europe tivesse planejado um lançamento no continente.
Embora a Tectoy não tenha lançado tantas edições especiais de Mega Drive quanto fez com o Master System, o Brasil não ficou de mãos abanando em relação a versões diferenciadas do console de 16 bits da SEGA. Esse é o caso do SEGA Multi-Mega, um “hardware híbrido” que unia o Mega Drive, o Mega-CD e um reprodutor de CDs portátil em um só aparelho.
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O console era alimentado tanto via cabo de energia quanto por pilhas, tendo como foco um público mais maduro. O SEGA Multi-Mega incluía uma pequena tela de LCD que exibia a faixa musical em reprodução e contava com controles dedicados na carcaça. No Brasil, a plataforma chegou acompanhada de uma cópia de Night Trap, um dos títulos pivôs na criação do polêmico sistema de classificação etária na indústria dos games.
Em um dos casos mais inusitados da história dos games, a SEGA se uniu à Japan Airlines para desenvolver o SEGA Mega Jet, um portátil com controles embutidos e entrada para cartuchos, mas sem tela própria. A ideia era que os passageiros da companhia aérea alugassem o console para jogar nas pequenas televisões de LCD instaladas nos apoios de braço dos assentos durante os voos.
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Inicialmente, a companhia disponibilizava 24 cartuchos em cada avião, e o serviço estava disponível apenas para clientes da primeira classe ou da classe executiva. Posteriormente, a SEGA comercializou o aparelho para o grande público. O SEGA Mega Jet também ganhou uma versão veicular em parceria com a Alpine Electronics, compatível com os sistemas de navegação GPS integradas em telas nos bancos de carros.
Semelhante ao excêntrico SEGA Mega Jet, o SEGA Nomad é um Mega Drive híbrido (desta vez com tela integrada e seis botões) disponibilizado apenas na América do Norte. Os jogadores podiam utilizá-lo tanto como portátil quanto conectá-lo a TVs. O aparelho foi lançado em 1995, já à beira da quinta geração de consoles.
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O SEGA Nomad acabou concorrendo diretamente com o Game Boy da Nintendo e foi prejudicado por essa disputa. Embora o portátil rodasse jogos do Mega Drive em resolução superior à do rival, sua tela LCD sofria com problemas severos de ghosting e borrões na imagem (ghosting).
Para não dizer que a Tectoy ficou de fora das variações do console de 16 bits da SEGA, a fabricante brasileira colocou no mercado, em 2008, o Mega Drive 3 com 86 jogos. Tratava-se de um modelo compacto do hardware original sem entrada para cartuchos. Essa versão incluía jogos de Mega Drive, Master System e até conversões de títulos mobile da Electronic Arts, como FIFA 08, Need for Speed: ProStreet, SimCity e The Sims 2.
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O Mega Drive 3 com 86 jogos ficou marcado por trazer controles peculiares, com formato oval compacto no padrão de três botões. Já o design do console em si lembra bastante o de um roteador. Em 2010, o preço sugerido do aparelho era de R$ 339, em uma época na qual o salário mínimo girava em torno de R$ 510.
A Tectoy fecha a lista com o Mega Drive 4 Guitar Idol, um console todo branco com 87 jogos na memória, controles no padrão de seis botões e um acessório em formato de guitarra para jogar Guitar Idol. O game trazia claras semelhanças com Guitar Hero e Rock Band, tendo sido desenvolvido pela Interama Games e publicado pela Tectoy.
O console foi lançado em 2010 pelo preço sugerido de R$ 369. Posteriormente, o Mega Drive 4 Guitar Idol chegou a receber uma revisão que expandia a seleção para 100 jogos na memória e contava com suporte a cartão SD, o que facilitava rodar ROMs não licenciadas de Mega Drive e Master System.
Apesar do seu lançamento inicial ter acontecido há quase quatro décadas, o Mega Drive segue recebendo novidades até hoje, como os modelos modernos com resolução 1080p, conexões sem fio via Bluetooth e compatibilidade com os cartuchos originais produzidos pela Analogue.
O console de 16 bits da SEGA foi extremamente popular na Europa, na Austrália e no Brasil, além de disputar a hegemonia contra a Nintendo no mercado norte-americano durante a emblemática Guerra dos Consoles. O hardware é tido como um dos últimos sucessos da SEGA como fabricante, resultado de 5 maiores erros estratégicos antes de abandonar os consoles em 2001.
Diferentemente de seu antecessor, o Mega Drive recebeu pouquíssimas edições limitadas e variações fabricadas pela própria SEGA. Nessa altura, a empresa se consolidou na indústria dos games como fabricante de consoles caseiros ao levar versões parecidas do hardware para praticamente todas as regiões do mundo, sem muitas mudanças.
Nessa época, a SEGA travava o que chamamos de Guerra dos Consoles com a Nintendo no início dos anos 1990. Mesmo nesse período, houve espaço para que fabricantes parceiras trouxessem o Mega Drive ao mundo de formas um tanto diferentes.
Nesse caso, a Tectoy pouco participou de variações emblemáticas do console no Brasil, embora tenha levado adiante o excelente trabalho de localização e distribuição marcado na era do Mega Drive.
Por esse motivo, é bem provável que você nunca tenha ouvido falar destas 9 edições limitadas marcantes do Mega Drive, pelo menos até ler esta matéria!
Estas são 9 das edições limitadas mais curiosas do Mega Drive:
Mega Drive 4 Guitar Idol
Mega Drive 3 com 86 jogos
SEGA Nomad
SEGA Mega Jet
SEGA Multi-Mega
Wondermega
Amstrad Mega PC
Teradrive
Aiwa Mega-CD
Lançado exclusivamente no Japão em setembro de 1994, o Aiwa Mega-CD é um leitor de discos da fabricante de eletrônicos Aiwa compatível com jogos de SEGA Mega Drive e Mega-CD, ou seja, é compatível tanto discos quanto cartuchos.

O ponto mais marcante desta variante é o seu formato esférico, que nada lembra o clássico 16 bits da SEGA. O hardware também acompanhava um controle de Mega Drive e, além disso, era possível acoplar um módulo do SEGA 32X (add-on que transformava o Mega em um console de 32 bits), embora para isso fosse necessário deixar o Aiwa Mega-CD totalmente inclinado.
O Teradrive nasceu em 1991 a partir de uma parceria entre a SEGA e a IBM, que pretendiam unir um computador pessoal de baixo custo ao console de 16 bits da empresa japonesa. Foram lançados três modelos do hardware, cuja principal diferença estava no armazenamento e na capacidade de memória RAM, que variava de 640 KB a 2,5 MB.

O Teradrive aceitava apenas cartuchos, embora originalmente tenha sido planejado para suportar o Mega-CD. O computador tinha certo grau de interação com o hardware do Mega Drive, mas os únicos softwares que funcionavam a partir dessa integração eram Puzzle Construction e The Manhole. O fruto da união entre SEGA e IBM também incluía teclado, mouse e monitor colorido, todos em plástico preto.
O Teradrive recebeu uma espécie de sucessor espiritual em 1992, na Europa: o Amstrad Mega PC. Embora não tenha relação direta com o primeiro hardware, o Amstrad Mega PC também foi fruto de uma parceria entre a SEGA e a Amstrad. O sistema não incluía softwares dedicados desenvolvidos pela fabricante japonesa e chegou ao mercado do Reino Unido por £ 999,99, valor considerado caro na época.

O Amstrad Mega PC também incluía um controle personalizado que vinha nas cores dos periféricos e do monitor, aquele tom de branco que amarela com o passar do tempo. Como a plataforma não tinha suporte aos módulos do 32X nem do Mega-CD, ela acabou se tornando uma verdadeira raridade.
Um dos modelos de Mega Drive mais futuristas, o Wondermega (ou JVC X’Eye na América do Norte) foi lançado em abril de 1992 e uniu o Mega Drive e o Mega-CD em uma única plataforma de alta qualidade, especialmente nos quesitos de som e vídeo. O console teve diferentes versões no mercado, entre elas o modelo RG-M1 da Victor, o SEGA Wondermega e o próprio JVC X’Eye.

A ideia do projeto era que a SEGA comercializasse o hardware em lojas de brinquedos, enquanto a JVC o distribuísse em lojas de eletrônicos, junto a outros produtos da marca. O console não chegou à Europa, embora a SEGA Europe tivesse planejado um lançamento no continente.
Embora a Tectoy não tenha lançado tantas edições especiais de Mega Drive quanto fez com o Master System, o Brasil não ficou de mãos abanando em relação a versões diferenciadas do console de 16 bits da SEGA. Esse é o caso do SEGA Multi-Mega, um “hardware híbrido” que unia o Mega Drive, o Mega-CD e um reprodutor de CDs portátil em um só aparelho.

O console era alimentado tanto via cabo de energia quanto por pilhas, tendo como foco um público mais maduro. O SEGA Multi-Mega incluía uma pequena tela de LCD que exibia a faixa musical em reprodução e contava com controles dedicados na carcaça. No Brasil, a plataforma chegou acompanhada de uma cópia de Night Trap, um dos títulos pivôs na criação do polêmico sistema de classificação etária na indústria dos games.
Em um dos casos mais inusitados da história dos games, a SEGA se uniu à Japan Airlines para desenvolver o SEGA Mega Jet, um portátil com controles embutidos e entrada para cartuchos, mas sem tela própria. A ideia era que os passageiros da companhia aérea alugassem o console para jogar nas pequenas televisões de LCD instaladas nos apoios de braço dos assentos durante os voos.

Inicialmente, a companhia disponibilizava 24 cartuchos em cada avião, e o serviço estava disponível apenas para clientes da primeira classe ou da classe executiva. Posteriormente, a SEGA comercializou o aparelho para o grande público. O SEGA Mega Jet também ganhou uma versão veicular em parceria com a Alpine Electronics, compatível com os sistemas de navegação GPS integradas em telas nos bancos de carros.
Semelhante ao excêntrico SEGA Mega Jet, o SEGA Nomad é um Mega Drive híbrido (desta vez com tela integrada e seis botões) disponibilizado apenas na América do Norte. Os jogadores podiam utilizá-lo tanto como portátil quanto conectá-lo a TVs. O aparelho foi lançado em 1995, já à beira da quinta geração de consoles.

O SEGA Nomad acabou concorrendo diretamente com o Game Boy da Nintendo e foi prejudicado por essa disputa. Embora o portátil rodasse jogos do Mega Drive em resolução superior à do rival, sua tela LCD sofria com problemas severos de ghosting e borrões na imagem (ghosting).
Para não dizer que a Tectoy ficou de fora das variações do console de 16 bits da SEGA, a fabricante brasileira colocou no mercado, em 2008, o Mega Drive 3 com 86 jogos. Tratava-se de um modelo compacto do hardware original sem entrada para cartuchos. Essa versão incluía jogos de Mega Drive, Master System e até conversões de títulos mobile da Electronic Arts, como FIFA 08, Need for Speed: ProStreet, SimCity e The Sims 2.

O Mega Drive 3 com 86 jogos ficou marcado por trazer controles peculiares, com formato oval compacto no padrão de três botões. Já o design do console em si lembra bastante o de um roteador. Em 2010, o preço sugerido do aparelho era de R$ 339, em uma época na qual o salário mínimo girava em torno de R$ 510.
A Tectoy fecha a lista com o Mega Drive 4 Guitar Idol, um console todo branco com 87 jogos na memória, controles no padrão de seis botões e um acessório em formato de guitarra para jogar Guitar Idol. O game trazia claras semelhanças com Guitar Hero e Rock Band, tendo sido desenvolvido pela Interama Games e publicado pela Tectoy.

O console foi lançado em 2010 pelo preço sugerido de R$ 369. Posteriormente, o Mega Drive 4 Guitar Idol chegou a receber uma revisão que expandia a seleção para 100 jogos na memória e contava com suporte a cartão SD, o que facilitava rodar ROMs não licenciadas de Mega Drive e Master System.
Apesar do seu lançamento inicial ter acontecido há quase quatro décadas, o Mega Drive segue recebendo novidades até hoje, como os modelos modernos com resolução 1080p, conexões sem fio via Bluetooth e compatibilidade com os cartuchos originais produzidos pela Analogue.
O console de 16 bits da SEGA foi extremamente popular na Europa, na Austrália e no Brasil, além de disputar a hegemonia contra a Nintendo no mercado norte-americano durante a emblemática Guerra dos Consoles. O hardware é tido como um dos últimos sucessos da SEGA como fabricante, resultado de 5 maiores erros estratégicos antes de abandonar os consoles em 2001.
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