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Já reparou como os carros hoje disponíveis no mercado automotivo vêm com os mais diversos tipos de tecnologias? Claro, muitos desses recursos foram incorporados para deixar a direção mais segura e confortável, mas o problema é que os sistemas complexos, telas e botões digitais escondidos em menus, em vez de auxiliarem a interface, geram distração e ainda irritam os motoristas.
Joe Pinsker, repórter do The Wall Street Journal, detalhou essa insatisfação em uma reportagem e destacou as queixas dos motoristas dos Estados Unidos em relação aos excessos de tecnologia nos carros atuais. O problema, no entanto, é que às vezes os sistemas dos carros ficam difíceis de ser operados, e recursos simples ficam escondidos em telas.
Segundo uma análise da Dekra, empresa alemã que faz testes automotivos e pesquisas de acidentes, as tecnologias de tela sensível ao toque podem aumentar o tempo de distração, porque exigem que o motorista olhe para a tela por um período mais longo. Pensando nisso, o CT Auto reuniu algumas das tecnologias que, embora prometam mais facilidade ao volante, podem ser bem irritantes. Confira:
Conhecidos como Veículos Definidos por Software, os modelos novos usam programações rígidas que limitam o “direito ao reparo” — por exemplo, se componentes básicos do carro forem substituídos fora das concessionárias autorizadas sem o scanner oficial, o sistema emite erros intencionais.

Além disso, trocar um pneu sem ativar o modo correto no menu pode danificar a suspensão do carro.
Usar o botão no painel do carro para ligar o ar-condicionado virou coisa do passado. As centrais multimídia dos carros atuais vêm repletas de funções — em alguns carros da BYD, por exemplo, os motoristas tinham que “arrastar para cima” nas telas para conferir os comandos do ar-condicionado.

“Nossa visão é que estes sistemas não são bons. Todos os comandos touch, que não têm contato físico, geram uma distração”, declarou Alejandro Furas, diretor geral do Latin NCAP.
As maçanetas retráteis ou totalmente elétricas estão presentes nos carros de marcas diversas, que vão da Volkswagen à Mercedes-Benz e Porsche. Embora sejam adotadas pelo apelo visual, estas maçanetas criam uma camada a mais de complexidade e ainda são perigosas em emergências.

Em casos de acidentes com pane elétrica, as portas podem travar e dificultar o resgate. Ciente destes riscos, a China decretou o fim das maçanetas elétricas por lá nos carros que pesarem mais de 3,5 toneladas.
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